
Erin Blackwell está estudando Escrita Criativa na Universidade de Nova York. Apesar de sua avó ter uma fazenda de cavalos, ela paga seus estudos a duras penas, trabalhando em suas horas vagas. O problema é que sua avó quer que ela faça Administração, para herdar a fazenda, mas o sonho dela é ser escritora. Para tentar convencê-la do contrário, a avó passa tudo o que é de direito de Erin para Hunter Allen, o “garoto do estábulo”, e ainda paga a vida dele na mesma faculdade dela. Pelo menos ela tem o seu curso, onde ela pode escrever e analisar e pensar sobre tudo… ou tinha, até ele também estar na classe dela.
É muito difícil falar sobre esse livro, aliás, sobre qualquer livro da Echols. Confesso, o único livro dela que eu posso dizer que amo de paixão é o “Going too far” (Longe demais), mas todos os outros, independente de seus personagens chatíssimos (“Forget You” – Como fui esquecer você) ou de seus dilemas complicados-que-se-resolveriam-com-um-par-de-horas-de-conversa (que é o caso desse livro), têm a narrativa deliciosa e instigante que, pra mim, é a “assinatura” da autora.
Além da narrativa completamente apaixonante, quero ressaltar dois outros pontos positivos desse livro: os personagens, muito bem construídos e com dinâmicas complicadas e intrigantes – me surpreendi bastante durante a leitura, pensando que os personagens iriam fazer algo e aí eles faziam outra coisa totalmente contrária; e o contexto, que é lindo e bem diferente do que é visto atualmente – personagens já na faculdade (apesar de ter dilemas bem adolescentes), em aulas de escrita criativa (!!!), com histórias diferentes dentro da história principal, mas que de alguma forma se interligam ao plot, dando coesão às histórias do presente e do passado.
Esses dois pontos principais me levam a outros dois pontos (!): a intensidade da história é bem maior por causa das reflexões feitas pelos personagens, de como eles percebem e lidam com os acontecimentos. Só temos a perspectiva da Erin, e um pouco da perspectiva do Hunter nas histórias que ele escreve, mas o modo como a Erin desenvolve seus pensamentos e julga os fatos da sua vida é feito de uma forma bem mais intensa que a maioria dos YAs. Lógico que as ações e julgamentos dela não são perfeitos, afinal, ela é uma personagem, não um robô. Mas só o fato de ela refletir e levar em conta fatores internos e externos já chamou minha atenção; o outro ponto é como o contexto da história é construído, interligando presente e passado e por meio dos textos escritos para as aulas. Inovador, no mínimo. Jennifer Echols soube como conduzir a história com essas mudanças de tempo e “forma” sem perder o ritmo e a coesão. As histórias escritas nas aulas parecem levar o leitor para outro livro, mesmo continuando a história deste. A autora foi muito feliz nessa interligação de vários textos e contextos.
Então, vocês já sabem que eu superrecomendo Jennifer Echols, né? E esse não é diferente. A Pandorga, editora que lançou livros da autora aqui ano passado, lançará este ano mais esse livro. Ótima escolha, Pandorga! Adorei saber essa notícia! Comprem, vale muito a pena!
Livro: Love Story
Autora: Jennifer Echols
Lançamento: 2011/2012 (Brasil)
Editora: MTV Books/Pandorga
Compre: Amazon | Book Depository
11 de January de 2012 | Resenhas
11 comentários

*ATENÇÃO: Essa resenha contém spoilers dos primeiros livros: The Darkest Night, The Darkest Kiss, The Darkest Pleasure e The Darkest Whisper.
Vocês já devem ter percebido que eu sou louca alucinada pela Gena Showalter. E o quinto livro da série ser tão perfeito quanto todos os outros anteriores só me faz ser ainda mais fã. Gena continua escrevendo uma história muito coesa, intringante, apaixonante, de tirar o fôlego. Respostas antigas vão sendo respondidas e novas perguntas vão sendo feitas, sem perder o estilo da narrativa e o objetivo principal da série como um todo.
No quinto livro da série Lords of the Underworld nós conhecemos mais a fundo Aeron e seu demônio, Ira, além de continuar a busca pelo últimos dos artefatos que levam à caixa de Pandora, ainda perdida. Aeron, depois de ser salvo de seu próprio demônio em busca de Danika por Paris, começa a sentir uma estranha presença feminina de tempos em tempos. O demônio Gilly – aquela que ajudou a controlar um pouco a Ira de Aeron nos seus piores momentos – não consegue ficar na presença desse ser invisível. Com a chegada de Olivia ao forte – de uma maneira estranhíssima, diga-se de passagem – as respostas vão aparecendo, juntamente com os perigos. Agora, além da busca pelos artefatos e da luta contra os Caçadores, outras criaturas são apresentadas à história: anjos.
Depois que eu escrevi o parágrafo daí de cima percebi que esse livro traz mais do assunto tão falado ultimamente, anjos. Mas não se enganem, os anjos da Showalter não são nada parecidos com qualquer outro que você já tenha lido, muito embora haja um anjo caído na história. A mitologia angélica é um assunto um pouco abordado nesse livro e é muito bonito. Na verdade, a palavra mais certa para os anjos que a Showalter criou é justo. Não sei se eu entendi realmente, mas pra mim é como se não existisse ‘certo’ e ‘errado’; existe o que é justo, de acordo com suas ações. Além disso, como há um anjo caído, há a mudança de anjo para humano. E é bem interessante ver como essa mudança é praticamente feita por instinto, apenas. Instinto de querer usufruir o melhor da vida.
Não quero dar spoilers, então… mudando de assunto! Confesso que o personagem mais difícil de imaginar, pra mim, é o Aeron. Mas ele é tão apaixonante quanto todos os outros personagens. O senso de amizade entre todos eles é ainda mais forte nesse livro, por causa de todos os sacrifícios que uns fizeram pelos outros, e em relação à mulher do livro ele é ainda mais teimoso do que os outros – o que não deixa de ser ainda mais lindo. Além do romance do Aeron e da guerra contra os Caçadores que o livro descreve sensacionalmente, ainda temos o ponto de vista de dois outros personagens: Strider e Gideon – este que será o principal do próximo livro, e que tem uma história muito linda. Além disso, no fim desse livro tem um gancho surpreendente pra os próximos livros. É incrível. Eu surtei demais quando li a primeira vez e surtei mais ainda quando reli as tags que eu coloquei pra escrever essa resenha! Já sabem que é must-read, né? *.*
Livro: The Darkest Passion
Série: Lords of the Underworld #5 — Leia as resenhas: #1 | #2 | #3 | #4
Autora: Gena Showalter
Lançamento: 2010 — A série está sendo lançada aqui no Brasil pela Harlequin Books, mas até agora só tem até o terceiro livro.
Compre: Cultura | Saraiva (ebook) | Amazon | Book Depository
10 de March de 2011 | Resenhas
6 comentários

Alona Dare é uma adolescente do último ano, uma das mais populares, sempre com sua vidinha aparentemente perfeita. Mas no primeiro dia de Maio daquele ano, ela é atropelada por um ônibus. Ela não sabe o que fazer, não sabe porque ainda está lá. Ninguém a vê, ninguém a escuta. A não ser Will Killian, um dos caras mais losers do colégio, que só anda com o capuz do casaco na cabeça, que estranhamente parece rir da cara dela enquanto ela percebe o quão rápido seus amigos se esqueceram dela – principalmente sua melhor amiga, que já está aos beijos com o seu namorado.
A capa desse livro é bem fofinha, a diagramação é linda, mas a história é… morna. Alona é a típica rainha do baile, Will é o gótico loser que ela nunca deu atenção enquanto estava viva… e agora que ela morreu e está de algum modo presa, ele é o único que consegue vê-la. Não só ela, mas todos os mortos. E ele passa por maus bocados por causa disso, pois acham que ele tem problemas por falar sozinho e ter reações estranhas sozinho. Como eu disse, a história é morna, não tem um ápice que faça você perder o fôlego e morrer de ansiedade pelas próximas páginas. É uma história simples, leve, divertida, uma leitura rápida e legal. Mas tem alguns pontos que fazem o livro ser mais do que razoável e ter uma classificação média de quatro estrelas.
O primeiro ponto é a personalidade da Alona. Ela é a popular, a rainha, a que sempre tá “no topo”, mas durante o livro você percebe que ela é forte, que ela é mais do que isso – como ela mesma frisa em vários pontos. Ela sabe o que quer e quando ela quer algo, ela consegue. Muita gente a considera uma bitch, e ela provavelmente passa por cima de muita gente pra conseguir algo, mas eu gostei bastante dessa personalidade confiante dela. O segundo ponto é a narração, que tem as perspectivas tanto da Alona quanto do Will, cada capítulo um. Eu particularmente gosto bastante quando a narrativa é desse jeito! O terceiro ponto é o mundo fantasma que a Stacey criou. Tem algumas particularidades que eu achei muito interessantes, como por exemplo a ligação que a Alona cria com o Will – o único que consegue ver/falar/tocar os fantasmas – e a forma que essa ligação “interfere” na vida da Alona.
Eu queria falar sobre um quarto ponto, que seria como a habilidade do Will interfere na vida dele, mas enquanto a Alona é forte e aprendeu a “jogar o jogo”, como ela mesma diz, o Will só se deixa levar, perde muita coisa por simplesmente não saber lidar melhor – como por exemplo com o diretor do colégio, que sempre acaba “manipulando-o” pra que ele perca a paciência. Então esse quarto ponto acaba sendo um dos principais pontos do porquê a história não é excelente.
Eu gostei do livro, não tanto quanto eu pensei que iria gostar, mas gostei! Eu espero que a continuação – Queen of the Death, que será lançada em junho deste ano – tenha um ponto alto melhor, pra me cativar mais! O Will é muito fofo, mas ele não é extremamente cativante – ou pelo menos ele não tem tempo pra ser. O romance deles é lindinho, mas nada de soltar fogos. Mas é uma leitura leve e divertida, pra se ler em uma sentada!
A autora anunciou no twitter e no blog dela que os direitos foram comprados para a publicação em Português do livro, mas não tem certeza se foi uma editora brasileira. Bem, tomara que tenha sido! \o/
Livro: The ghost and the goth
Autora: Stacey Kade
Lançamento: 2010
Editora: Hyperion Books
Compre: Cultura | Amazon | Book Depository
Thank you Stacey for sending me the book to review! ASAP I’ll post the English review at Goodreads!
2 de March de 2011 | Parceiros, Resenhas
14 comentários

*I reviewed this book in English, too. See my English review at Goodreads.
Esse livro conta a história de Leesie e Michael. Michael perdeu seus pais durante uma tempestade enquanto eles estavam mergulhando. Desde então ele não consegue comer, não consegue dormir – e mesmo assim tem pesadelos. Leesie é uma garota mórmon que vive muito feliz pelas regras de sua religião, até ela conhecer Michael e quase não reconhecer ela mesma e seus sentimentos.
Esse livro me encantou de uma forma maravilhosa. A história é contada pelo ponto de vista dos dois – Michael pelo seu diário de mergulho e Leesie pela poesia dela e por conversas pela internet. Eu adorei muito os dois. Michael está destruído e não sabe o que fazer com a vida dele desde a tempestade. Mas mesmo com a angústia dele eu consegui sentir um pouco da personalidade forte dele. Não sei, eu amei o jeito que ele fala (e sente) sobre a família dele, a vida antes do acidente, Leesia, a avó dele, a nova vida dele. Confesso que eu fiquei meio perdida quando ele falava sobre mergulho – tem muitos termos técnicos – mas mesmo assim eu amei a paixão com que ele fala sobre isso. A mesma coisa aconteceu com Leesie. É incrível como ela vive a fé dela, luta por isso, mesmo quando tudo o que ela quer é se afogar em Michael. Eu amei isso, é algo que eu não sei se eu conseguiria fazer, não sei se eu tenho essa fé em algo pra lutar muito por isso.
O livro todo é muito lindo, de tirar o fôlego, deslumbrante. Duas pessoas lutando contra si mesmas por causa do amor, lutando contra suas próprias regras. Sou uma manteiga derretida nesses assuntos, chorei o livro inteiro, haha. É um livro muito emocional, por vezes dramático, mas também tem aquela emoção de algo que luta pra se fazer valer.
Livro: Taken by Storm
Série: Taken by Storm #1
Autora: Angela Morrison
Lançamento: 2009 – sem previsão no Brasil
Editora: Penguim Group
Compre: Cultura / Saraiva (E-book) / Book Depository
Livro cedido para blog tour pela Mari do Psychobooks! Veja as outras resenhas aqui.
18 de January de 2011 | Blog Tour, Resenhas
15 comentários

Esse livro fala sobre Natalie e Tom, dois amigos de infância. Mas Tom não quer Natalie só como amiga, e quando o antigo namorado de Natalie acaba o namoro e a deixa arrasada, Tom aproveita a chance pra fazer um jogo com ela: Eles vão rodar o alfabeto, fazendo atividades de acordo com cada letra. Mas não é apenas isso. Além de mostrar o relacionamento da Nat com o Tom, o livro também mostra a história de dois outros casais: Lucy e Patrick – Patrick é o irmão do Tom -, que são casados; e Anna e Nicholas, que são os pais da Natalie.
Pra vocês terem uma ideia, eles começam com “Abseiling” (rapel), e a Natalie ainda está sofrendo por causa do antigo namorado e não acha que essa brincadeira do Tom vá dar em alguma coisa. As partes da Natalie com o Tom são sempre deliciosas, porque eles já se conhecem há vinte anos mais ou menos, então eles se conhecem bastante, sabem bastante um do outro. Eu adoro isso. As partes da Lucy com o Patrick são um pouco menos legais porque eles já são casados e estão passando por problemas e tem algumas partes tensas – é MUITO real essa parte deles. E a parte da Anna e do Nicholas são as mais tensas, mas não são ruins por causa disso. São emocionantes, também. Nossa, lágrimas e lágrimas.
O livro é muito bom por isso, por causa desses diferentes relacionamentos, que vez por outra acabam se cruzando. Eu adorei e talvez até tivesse gostado mais se não tivesse esperado por outra coisa totalmente diferente – achava que o livro era algum tipo de road trip. As atividades que eles fazem no alfabeto são muito divertidas e bem diferentes. A Natalie demora pra pegar o ‘espírito’ da coisa, às vezes fica irada com as atividades que o Tom escolhe, às vezes escolhe algumas pra acabar com o ânimo dele e assim vai…! Adorei!
Livro: Alphabet Weekends
Autora: Elizabeth Noble
Lançamento: 2000 (1ª edição) – essa capa é de 2007
Editora: Harper Paperbacks
Compre: Cultura / Saraiva / Book Depository
11 de January de 2011 | Resenhas
10 comentários