
Verme Vipero é um rapaz que vive com seu irmão mais novo, Victor, num orfanato na modesta cidade de Paradizo. A cada dois anos ele acompanha a contação de histórias do grupo de ciganos que vem à cidade no inverno, apesar de ser cético em relação a tudo o que é contado pelo Velho Saja, o cigano mais velho do grupo. Mas Verne é tentado a acreditar na existência de outros diversos mundos que o Velho Saja tanto fala sobre quando Victor morre de um modo totalmente misterioso. E, mesmo não acreditando, ele vai em busca da salvação da alma do irmão.
Começando pelo prefácio, escrito pelo Leonel Caldela: nele, minhas apostas sobre o livro se intensificaram ainda mais (e me deixou supercuriosa pra ler algo do próprio Leonel). É uma pequena amostra do potencial do autor e do livro, uma pequena amostra do mundo incrível que as próximas páginas trarão.
O livro é dividido em três partes: Paradizo, que conta um pouco da vida de Verne em sua cidade, como ele se relaciona com as outras pessoas, a morte de Victor e como ele descobre poder salvá-lo; Necrópolis, que é justamente o começo de sua aventura no Mundo dos Mortos; e Niyanvoyo, que… é a parte que eu não posso falar sobre. Todo o livro é repleto de lugares descritos detalhadamente, criaturas incríveis e modos de vida fantásticos. Acho que o que eu mais gostei foi isso: tudo é novo, tudo tem várias características diferentes, tudo tem um jeito diferente.
Tava aqui pensando em dizer a parte que eu mais gostei do livro, mas não consigo pensar em apenas uma. O prólogo é muito bom, mesmo só entendendo a relação dele com o livro no fim; a parte de antes da passagem para Necrópolis é muito boa, com todas as predições do tarô, que eu fiquei tentando identificar ao longo do livro; a parte do passado do Siman Tales também é muito boa e sombria; as partes da Karolina e o Planador Escarlate são muito legais, principalmente o próprio Planador – metade máquina e metade criatura; a parte no Alcácer de Dantalion também entra na lista de preferidas, acho que foi a parte mais sombria de todas pra mim.
Quanto ao que eu não gostei muito, dois pontos: a primeira coisa foi a revisão, que não está ruim, mas que deixaram passar pontos fáceis; a segunda coisa é mais uma questão pessoal. Não é nem o caso de realmente não ter gostado, é que demorei pra me acostumar: a narração é em terceira pessoa, e a linguagem é meio oral – e eis o ponto. Achei que ora a linguagem era formal demais, ora informal demais. E não em casos de perspectivas diferentes, mas, por exemplo, no caso da perspectiva do Verne.
De todo modo, recomendo muitíssimo. A diagramação da Editora Draco, como sempre, está lindíssima e espero os próximos livros da série pra entender mais sobre o mundo incrível que o Douglas criou!
Livro: Necrópolis – A Fronteira das Almas
Autor: Douglas MCT
Lançamento: 2010
Editora: Draco
Links: Skoob | Site oficial
Compre: Veja onde comprar | Direto com o autor




































































