Conversando com… Rafaella Vieira + Resultado do Sorteio de 7MNP!

Não sei se vocês viram, mas em março eu comecei uma nova coluna de entrevistas: Conversando com… Também tem uma coluna de (mini) entrevistas, mas essa coluna é pra uma entrevista mais longa e detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

 Estou devendo essa entrevista desde junho e peço MIL desculpas por isso! Finalmente a entrevista com a Rafaella Vieira, autora de Depois Daquele Beijo (pela Editora Malagueta) e Sete Minutos no Paraíso (pela Editora Gutenberg)! Lembrando: a pergunta que a autora mais gostou de responder estará marcada em vermelho e a pessoa que fez a pergunta ganhará um exemplar de 7 Minutos no Paraíso! YAY!

  • Na orelha do seu livro, você afirma que deseja viver em um dos seus livros. Onde você viveria? Assumiria a vida de algum personagem ou continuaria sendo Rafaella vieira?

É uma pergunta difícil, porque eu amo todos os meus livros, queria morar em todos. Kkkk Às vezes eu quero ser a Michelle, às vezes a tia Jaque (de DDB), às vezes a Raquel (de 7MNP) e assim por diante. Não tem um livro específico que eu possa escolher para morar. Mas com certeza eu seria um dos meus personagens e não a Rafa.

  • Em seu romance de estreia, a vida das protagonistas muda depois daquele beijo. Você acredita que um beijo pode ser um divisor de águas na vida de uma pessoa?
Com toda certeza! Um beijo pode mudar tudo. Já aconteceu comigo muitas vezes.
  • Como você conheceu a Editora Malagueta? DDB foi escrito antes ou depois de conhecê-la? A temática homossexual já era proposta desde o planejamento do livro?
Desde que comecei a escrever DDB o tema era aquele mesmo: a história de uma menina que se apaixona por outra. Quando terminei, enviei para o prêmio Sesc de literatura e quando saiu o resultado ele não foi um dos vencedores, mas dentre as mais de 600 obras inscritas ele ficou entre os 40 finalistas, então fui enviando para as editoras. Daí pesquisei no Google editoras especializadas em temática lésbica, achei a Malagueta e mandei.
  • Você tem planos para outros temas, ou quer permanecer no romance?

A minha inspiração maior é para romances. Eu gostaria muito de ter inspiração para escrever uma história de terror e, ironicamente, o primeiro livro que eu comecei aescrever era de terror, mas eu nunca consegui acabar…. rsrsrs Mas enfim, se rolar inspiração para outros temas eu escrevo, só resta esperar.

  • Apesar de toda boa escrita brasileira, as pessoas ainda fazem questão de valorizar a literatura internacional. Isso com certeza provoca um efeito para a literatura nacional. Como você lida com essa situação e como faz para suprimir esse efeito?
Olha, eu acho que o preconceito maior é das editoras. Elas só querem publicar livros nacionais juvenis se for para adoção escolar, literatura de entretenimento nacional é complicado, pois elas preferem apostar em livros estrangeiros que já são sucesso garantido no exterior. Demorei para ter meus livros aceitos por causa disso, contraditoriamente as editoras que me deram “não” alegaram que meu estilo era “americanizado” demais (vai entender) e que minhas histórias eram muito “ousadas” e não serviam para leitura obrigatória de colégio. Elas não entendem que se os livros estrangeiros de entretenimento fazem sucesso é exatamente porque não há muitos deles de autores brasileiros, e que a galera gosta de ler livros por diversão e não por obrigação. Felizmente algumas editoras já estão abrindo esse caminho para autores nacionais e as coisas estão mudando.
  • Como é ver seu livro publicado depois de tanta luta? E as eventuais críticas negativas, como lidar?
Ao mesmo tempo em que é a realização de um sonho é também tão surreal que eu nem acredito. Quando vejo meus livros na livraria eu tenho a impressão que são de outra pessoa, sério, é uma sensação louca tipo: “isso não pode ser verdade”. E também acho que talvez eu nunca me acostume com isso de as pessoas querendo meu autógrafo. Rsrsrs As críticas negativas sempre vão rolar, quando você escreve algo está sujeita às pessoas não gostarem. Daí quando vejo alguma opinião negativa sobre os meus livros penso nas minhas autoras favoritas que também recebem críticas, então abstraio porque tem que ser assim. Não dá para agradar todo mundo e cada um tem o direito de gostar ou não de um livro.
  • Você se sentiu insegura ao lançar algum dos seus livros, pensando se alguém iria gostar ou se teria algum problema por você ser autora nacional?
Por ser autora nacional, não, nunca fiquei insegura por isso. A minha insegurança mesmo sempre rola no dia do lançamento, eu fico achando que ninguém vai e eu vou ficar lá plantada com cara de idiota. Ou então eu tenho medo de chorar de emoção na frente de todo mundo, essas coisas.
  • O que você encontrou na literatura que não encontrou no Direito?
Realização total, uma sensação de que nasci para fazer isso e que escrever é a melhor coisa do mundo.
  • O que te inspirou a escrever 7MNP? Que músicas você ouviu enquanto escrevia? Qual foi a parte mais difícil de escrever?
Desde 2007, quando eu ouvia a música If we were a movie da Miley ficava pensando em como gostaria de escrever uma história de uma menina que se apaixona pelo melhor amigo, mas tinha que ser uma coisa diferente. Daí uma vez eu estava em um colégio e vi uma garota saindo da sala e andando pelo corredor e ela usava uma camiseta preta do Tokio Hotel e imediatamente lembrei da história que eu queria escrever. A inspiração só veio em 2009, do nada, comecei a escrever sobre a menina que se achava a esquisita da escola e quando vi o livro estava pronto. Me inspirei fisicamente na Ashley Tisdale(com cabelo castanho) para a Raquel e no Jean Luc Bilodeau para o Diego. Nessa época eu ouvia muito Miley, Paramore, Panic at the Disco, McFly, The Click Five, Avril… Não teve uma parte especificamente difícil para escrever, mas se fosse dizer alguma seria o “depois”.
  • No livro, a Raquel esta apaixonada pelo melhor amigo, Diego. Mas e se fosse o contrário, se o Diego estivesse apaixonado por ela, mas ela não quisesse estragar a amizade? Como a personagem reagiria?
Bem, sabendo que a Raquel é louca por ele apenas imagino ela pulando de felicidade se fosse ao contrário, né? Rsrsrs
  • Quais foram os seus melhores sete minutos no paraíso?
Foi a primeira vez que eu brinquei de 7 Minutos no paraíso. Rsrsrs Eu era apaixonada por um garoto (nunca tinha ficado com ele) e tava a maior galera aqui em casa, daí falei com as meninas para a gente fazer a brincadeira e marquei o papel com o nome dele para que eu pudesse sorteá-lo na hora, então quando eu tirei a gente se trancou no corredor para ficar 7 minutos e aí ele me beijou e pronto. Kkkkk
  • Se você pudesse entrar em um armário por sete minutos com um escritor, quem seria? Quais perguntas você faria?
Escritor de livros ou pode ser roteirista? Tem um roteirista que eu sou completamente apaixonada que é o Kevin Williamson, ele criou coisas que eu amo como Dawson’s Creek, Pânico, Hidden Palms e escreve/produz TVD. Eu perguntaria para ele milhões de coisas, não saberia nem por onde começar. Acho que as principais perguntas são como surgiu a ideia para aquelas histórias e falar dos personagens e tal, enfim sete minutos seria muito pouco porque eu ia ficar toda enrolada até conseguir fazer as perguntas. Mas uma pergunta que eu faria com certeza é se ele me daria a honra de escrever um roteiro comigo. Mas se você quis dizer autor de livro eu escolheria o Federico Moccia e também perguntaria como ele cria histórias tão lindas e tocantes.
  • Você pensa em transformar DDB ou 7MNP em série?
DDB eu tenho já mais dois prontos para uma série e também acabei de escrever a versão da Caterine, queria muito lançar. 7MNP eu tenho a ideia de escrever a versão do Diego.
  • Você já colocou experiências pessoais em algum livro? Há algum limite, algo pessoal que você nunca escreveria?
Todo personagem tem alguma característica minha, agora falando em experiências não me lembro de ter colocado nenhuma até agora, mas eu faria sim. Não acho que tenha um limite ou algo que eu nunca escreveria. Na verdade eu tenho um livro muito autobiográfico escrito que espero um dia publicar, se chama Época de Morangos.
  • Você sempre se preocupa em inserir na escrita dos livros a sua cultura local? Acha importante essa apresentação para os leitores de todo o Brasil?
Acho importante ambientar a história para dar realismo. Lendo um livro que se passa em determinada cidade, em uma rua tal que de fato existe a sensação é que aquilo é real, sabe? Pelo menos é o que eu sinto como leitora e as minhas leitoras também têm me dito isso. Eu vou na rua, tiro fotos e escolho as casas que meus personagens vão morar. Kkkk Depois quando eu passo de novo por elas eu fico imaginando “olha, é ali que mora a Raquel, o Diego mora naquela outra casa lá…” e etc. Também é importante inserir expressões que as pessoas usam, pois cada cidade tem suas gírias e expressões locais, e isso torna os personagens mais reais.
  • Como escrever sob o ponto de vista de um adolescente soando atual, com as gírias, manias e brincadeiras?
Muita gente me pergunta isso e eu não sei responder simplesmente porque para mim é a coisa mais natural do mundo, não tenho uma fórmula que vou seguindo nem nada assim. Eu apenas começo a escrever e pronto. Talvez porque eu só goste de livros, filmes e séries juvenis eu tenha essa facilidade de dar realismo aos personagens. Mas na verdade as pessoas que me conhecem dizem que eu falo/sou como as minhas personagens, então não sei. Rsrsrs
  • Qual critério você usa na hora de escrever seus personagens?
Fisicamente eu me inspiro em atrizes e atores que eu sou fã, e psicologicamente coloco coisas minhas e outras eu vou criando. Meus personagens geralmente criam vida própria assim que eu os imagino e a inspiração surge.
  • O que veio à sua cabeça quando Raimundo Carrero disse que seu livro é “curioso”?
Na minha cabeça ele achou interessante e uma história que aguça a curiosidade do leitor, pois é diferente dos livros juvenis de escola que tentam passar aquelas lições de moral. Não se vê muitos livros juvenis de entretenimento escritos por autores nacionais, e recifenses, então, é mais difícil ainda.
  • No momento você está escrevendo outro livro? O que podemos esperar no futuro?
Eu tenho uns dez livros prontos! Kkkk acabei de escrever DDB na versão da Caterine e tenho outras histórias por aqui com outros personagens. Mas o próximo lançamento já certo é o Skate na Pista do Amor em 2013, é um livro sobre um garoto que sonha em participar do primeiro campeonato de skate.
  • Qual dica você dá pra quem quer começar a escrever?
Leia muito e comece a escrever sem julgamentos, vá escrevendo o que vier na sua cabeça e deixe para corrigir depois. Vai chegar um momento em que você vai reconhecer seu estilo de escrever, desenvolver seu jeito e essa é a parte importante. Quanto mais você ler e escrever, mais rápido achará o seu caminho como escritor.
Muito obrigada Rafa pela paciência e participação! E obrigada aos leitores, que deixaram 50 perguntas! Wow! Recorde, foi difícil escolher só 20!
E quem ganhou um exemplar de Sete Minutos no Paraíso foi…………………………………. Lucyanna Melo! Parabéns!
Mandarei um e-mail avisando do prêmio e ela terá três dias para me responder! Em breve sai o próximo Conversando com…! Obrigada pela participação de todos! \o/

Conversando com… Rafaella Vieira (Sete Minutos no Paraíso)

Rafaella Vieira é recifense, advogada formada que agora se dedica totalmente à literatura. Seu mais novo livro se chama Sete Minutos no Paraíso, em que Raquel se apaixona pelo seu melhor amigo, Diego, e bola um plano pra ficar com ele. Rafa também é autora de Depois Daquele Beijo, romance homossexual que saiu pela Editora Malagueta.

Quem acompanha o blog sabe que eu já faço uma sessão de (mini) entrevistas, o Por Trás da Estante. Mas essa nova sessão, que eu apelidei de Conversando com…, será uma entrevista mesmo, mais longa e mais detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

Mais um mês de entrevistas aqui no blog! YEY! Muito obrigada pela participação de vocês, que fazem essas entrevistas acontecerem todos os meses! Recapitulando, já tivemos Pauline Alphen, Livia Brazil e Luiza Trigo por aqui! E esse é o mês da Rafa Vieira, fofíssima daqui de Recife, e seu livro que trata de uma situação bem comum!

Então, preparem as perguntas! A pergunta mais legal ganhará um exemplar do livro!  Aqui vão alguns links pra vocês conhecerem um pouco da autora e do livro:

Site oficial | Blog do livro | Skoob | Twitter | Facebook

Vocês podem perguntar sobre o trabalho da autora (ela já escreveu outro livro e já tem o próximo a ser publicado, também!), a publicação do livro, o modo de escrita dela, futuros projetos e coisas do tipo! Só não façam perguntas pessoais demais, ok? A sessão de perguntas ficará aberta até o dia 22 de junho e até o fim do mês as respostas da autora estarão no ar! Ah!, e você pode fazer mais de uma pergunta, viu?

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Conversando com… Luiza Trigo + Resultado do sorteio de Carnaval!

Não sei se vocês viram, mas em março eu comecei uma nova coluna de entrevistas: Conversando com… Também tem uma coluna de (mini) entrevistas, mas essa coluna é pra uma entrevista mais longa e detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

Então, mês passado foi o mês de vocês fazerem perguntas para a Luiza Trigo, autora de Carnaval. E aqui está o resultado! Lembrando: a pergunta que a autora mais gostou de responder estará marcada em vermelho e a pessoa que fez a pergunta ganhará um exemplar de Carnaval! YAY!

  • De onde veio a inspiração para escrever Carnaval e como surgiu o título?

A minha cabeça na época estava a mil, então acho que ele veio de muitos pensamentos diferentes. O primeiro e mais importante é que na época eu estava lendo a saga Crepúsculo. Todo mundo estava falando nisso e em como o Edward era maravilhoso, não quis ficar de fora e resolvi ler também. Me apaixonei por ele como toda fã e li os livros muito rápido, pois achei a escrita da Stephanie Meyer muito fácil, apesar de ter cansado um pouco no segundo, quando ela começa a escrever no ponto de vista do Jacob. Quando cheguei no quarto livro, eu estava um pouco revoltada por não poder ter o Edward pra mim, porque “vampiros não existem, Luiza, acorda!”. Foi aí que nasceu a vontade de ler uma história em que o personagem fosse tão apaixonante como ele, que fosse de carne e osso, que eu pudesse encontrá-lo na esquina e que não brilhasse no sol. Felipe foi quem iniciou tudo isso. Na mesma época, eu estava falando muito com a minha família de Recife e com os amigos e estava morrendo de saudade. Era dessas saudades que doem, sabe? E da dor, da saudade de Recife e da vontade de um personagem “real”, nasceu o livro. O título inicialmente era “Amor de Carnaval”, mas eu achei que ele limitava a história. Amor de carnaval é normalmente aquele caso que não vai a lugar nenhum, não dura muito, as vezes não passa do feriado, mas sempre é muito forte. Daí o “amor” caiu para ter, quem sabe, uma continuação dessa história.

  • Algum carnaval em especial te marcou ou serviu de inspiração para escrever seu livro?
No mesmo ano que escrevi o livro (2008), eu passei o Carnaval em Recife e foi o melhor da minha vida. Pela festa e pela galera que estava comigo, que era maravilhosa. “Carnaval” nasceu a partir dessa viagem, e muitos dos lugares que a Gabi vai, eu também fui.
  • Já passou pela sua cabeça adaptar um livro para as telonas ou escrever um roteiro?

Todos os dias. Eu já tenho um curta lançado. Quem não conhece está no meu canal do youtube e no meu site. Já escrevi outro roteiro de curta e já pensei em escrever longa também. Mas a minha paixão mesmo é a TV. Um dos meus sonhos é escrever seriados para adolescente.

  • Dentre seus trabalhos cinematográficos e como escritora, qual você considera o mais desafiador? O que você sente em relação às suas obras?

Os dois são muito desafiadores. No caso da escrita, é um trabalho muito solitário e quase nunca temos o retorno imediato. O que é muito ruim, porque o retorno nos diz se estamos indo no caminho certo. A demora do processo de publicação também é bem difícil, tem que saber controlar a ansiedade, tem que ter paciência. Já os trabalhos cinematográficos são desafiadores por serem muito puxados. O curta que eu fiz, por exemplo, levou um mês e meio para ser produzido (entre pré-produção e filmagem) e no mês da gravação, eu perdi cinco quilos em vinte dias de trabalho. É muito cansativo, estressante e também tem aquelas vezes que a gente esquece de comer mesmo, porque tem muita coisa pra fazer. Apesar disso é muito gostoso e prazeroso ver o resultado e a resposta das pessoas. As minhas obras, de minha autoria (no caso, o curta e o livro), são os meus filhotes. Eu tenho uma paixão enorme por eles e cuido com muito carinho (Risos).

  • Nos últimos anos, o cinema “mudo” vem chamando atenção novamente. Você, como cineasta, consegue imaginar “Carnaval” sendo adaptado para as telonas nesta modalidade? Se sim, na sua opinião, qual seria a trilha sonora perfeita?

Eu amo cinema mudo, mas acho que Carnaval não tem nada a ver com essa linguagem. Só o nome pede barulho. (Risos) E eu acho que as conversas e os interesses dos personagens desse livro são muito importantes. Um dos momentos que eu mais gosto é quando a Gabi e o Felipe estão no quarto dele em Porto de Galinha conversando sobre música, filmes, arte… E é uma conversa muito importante para Gabi. A história não seria a mesma coisa sem os diálogos.

  • Como fã de Tim Burton, como você imagina que seria “Carnaval” sendo adaptado por ele?
Nossa, é difícil até de imaginar, mas acho que ia ser demais! Talvez fosse mais legal fazer em massinha, imagina?! O carnaval seria um pouco macabro e dark, mas não menos bonito. Eu imagino até os personagens desenhados por ele, com aqueles rostos redondos em cima e pontudos embaixo. A Gabi e o Felipe iam ficar muito fofos e os outros personagens teriam as suas características bem marcadas, como o francês, que seria bem espichado como o “Jack” e narigudo e a mãe de Matheus, que ele faria uma gordona bem fofa e engraçada.
  • Como você lida com as críticas que recebe, tanto negativas como positivas?

Eu acredito que cada um tem seu gosto e gosto não se discute. Não fico magoada, nem chorando pelos cantos (Risos). Eu só acho que quando o crítico pega um livro pra ler, ele tem que “encará-lo” como o leitor para quem foi feita aquela história e criticar pensando se é bom ou não pra eles e não para o próprio crítico. No caso do meu livro, ele foi feito para adolescentes. O público alvo são as meninas entre 13 e 17. Se eu atingir pessoas mais velhas, maravilha, fico muito feliz, mas elas não são a minha meta. Então não adianta uma pessoa muito mais velha ler e criticá-lo como se tivesse sido feito pra outra faixa etária. As críticas negativas sobre o livro tem sido pouquíssimas, quase nenhuma, na verdade. O que mais reclamam é sobre a rapidez do livro. E, sinceramente, fiquei muito feliz de ler isso, porque acredito que os adolescentes de hoje vivem na geração MTV, a geração que precisa de muitos “cortes”, que não se prende a uma mesma cena durante muito tempo. E não podemos só pensar nos jovens que já leem livros, temos que pensar em um todo e a grande maioria não gosta de ler e/ou tem preguiça, preferem ver um filme, programa ou ficar na internet. Então, quando falaram isso, fiquei satisfeita, pois acredito que posso atingir esses outros jovens também, talvez prender a atenção deles e, quem sabe, fazê-los se interessar pela leitura. Quanto as crítica positivas, elas são essenciais, pois são elas que me dão o empurrão para continuar seguindo em frente. Ela dizem “vai, que você tá fazendo certo”. 

  • Qual a sensação de ser publicada por uma editora grande como a Rocco, em um mercado tão competitivo como o atual, principalmente no que se refere ao cenário nacional? Como você se relaciona com sua editora? Foi difícil conseguir uma?

Não sei nem como descrever. Quando recebi a primeira resposta, eu chorei tanto, que vocês nem imaginam (Risos). A editora Rocco foi a minha primeira escolha e eu entrei em contato com uma das editoras internacionais de lá, que era amiga de uma conhecida da família. Liguei para saber como funcionava, para onde tinha que mandar, qual era a formatação certa… E na conversa, contei um pouco sobre a história do livro e ela ficou interessadíssima. Mandei, então, o “manuscrito” pra ela e ela me respondeu, em menos de dois meses, um email maravilhoso falando tudo de bom que tinha no livro. O processo todo foi muito demorado, porque como eu mandei para outra pessoa, o livro teve que passar pela avaliação novamente, dessa vez do pessoal da parte de livros nacionais. Mas mais uma vez foi aprovado e eu nem precisei procurar outra editora. Quanto ao contato com o pessoal, é maravilhoso. Todos são ótimos comigo e alguns são muito fofos. Sou muito bem tratada, é uma prazer enorme trabalhar com eles.

  • Em que momento da sua vida você percebeu que tinha o dom de escrever e de que poderia publicar um livro?

Quando fechei o contrato com a Rocco. Foi quando eu pensei “acho que fiz certo”! Aí eu juntei com os elogios de amigos e críticos e vi que eu tinha jeito pra coisa. Mas até então, eu não sabia se estava sendo louca de ter mandado o livro pra Rocco ou se aquilo daria em alguma coisa.

  • Quanto tempo levou para que você tivesse a ideia principal do livro e a pusesse em palavras?

Foi tudo muito rápido, eu não lembro quanto tempo demorou pra eu ter a ideia, mas não mais que alguns dias. Eu escrevi o livro em uma semana. Costumo dizer que um santo baixou em mim.

  • Se você pudesse escrever somente mais um livro em sua vida, qual seria o tema e o título do livro? Por quê?

Acho que seria o livro que estou escrevendo agora, que não tem título ainda, então fica um pouco difícil de responder a pergunta. É um história fantasiosa com seres inexistentes e mágicos. Eu sempre quis fazer, mas eu pensava em um filme de animação. Quando eu vi que tinha jeito pra escrever, fiquei com essa ideia encucada na cabeça.

  • Você acredita que “Carnaval” poderia ser retratado em qualquer lugar, porque a história não iria perder com isso, ou você acha que a cidade acabou por se tornar uma das protagonistas da sua história?

A cidade é, com certeza, um personagem muito importante no livro. Mas acho que poderia encaixá-lo em qualquer cidade brasileira. Salvador, Rio, Florianópolis… Nosso carnaval é muito marcante em todos os lugares e nossas cidades são lindas demais, então a gente podia trocar um passeio em Olinda por um passeio em Santa Tereza, a viagem a Porto de Galinhas por uma das praias da Bahia. Essas outras cidades também poderiam ter virado grandes personagens dessa história.

  • Li em algum lugar que você é fã de Jane Austen (assim como eu!), então… Se você pudesse viver em um dos livros dela, em qual seria e por quê?

Sou apaixonadíssima pelas histórias dela. Eu adoraria conhecer os personagens de “Emma”, mas acho que o escolhido seria “Orgulho e Preconceito”. Imagina… conhecer o Mr Darcy. Adoraria (Risos).

  • Já tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Ih, tenho muitos. Já tenho dois livros escritos, mas que ainda precisam ser revisados por mim. Estou escrevendo o meu quarto agora, mas a história ainda é surpresa. E outros projetos muito legais, mas todos ainda são muito secretos (Risos). Eu só gosto de contar quando tenho certeza de que vão se concretizar.

  • Se não fosse escritora, o que seria?

Já me fizerem essa pergunta algumas vezes e eu nunca consigo chegar em uma decisão (Risos). Eu prefiro “Se não fosse artista”, porque se for só “escritora”, tenho muitos lugares para fugir dentro de Cinema, que é a área que sou formada. Quando era novinha pensava em ser veterinária, mas eu desmaio com sangue e isso não ia dar muito certo. Então eu adaptei esse sonho e comecei a pensar em ser bióloga, eu queria cuidar dos animais fofinhos, mas essa ideia não chegou muito longe. Pensando em agora, nesse momento da minha vida, se tivesse que escolher outra coisa qualquer, seria confeiteira (Risos). Abriria uma confeitaria e viveria feliz fazendo doces. Hummm, que delícia!

Luiza, muito obrigada pela sua participação! Adorei suas respostas e seu entusiasmo!

Alguém faz coro comigo pra ter continuação de Carnaval, por favor! Eu morri com aquele final! =O

E quem ganhou um exemplar de Carnaval foi…………………………………. Isabelle Vitorino! Parabéns!

Mandarei um e-mail avisando do prêmio e ela terá três dias para me responder! Em breve sai o próximo Conversando com…! Obrigada pela participação de todos! \o/

Especial: Necrópolis – Douglas MCT

Começando uma série de posts especiais sobre lançamentos, trago pra vocês notícias sobre um livro nacional que promete ser um sucesso.

Necrópolis – A fronteira das Almas é o primeiro livro da série do Douglas MCT que será publicado pela Editora Draco. O lançamento será uma semana após o Halloween, no dia 07 de novembro (domingo) na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista.

Sinopse: Verne Vipero não acredita em nada fora do normal. É um rapaz cético que confronta sua descrença ao descobrir que pode salvar a alma do irmão morto, que segue em direção ao Abismo. Abalado pela perda e descobrindo essa possibilidade, parte para o Mundo dos Mortos com um objetivo, quase uma obsessão: trazer Victor, o caçula, de volta à vida. Custe o que custar. Em Necrópolis – A Fronteira das Almas, romance de Douglas MCT, o leitor acompanha Verne Vipero a Necrópolis, uma das regiões de Moabite, o Sétimo dos Oito Círculos do Universo. Um lugar habitado por criaturas sobrenaturais como duendes, vampiros, reptilianos e centauros. Onde há planos que levam a mundos Etéreos, de Pesadelos e Magia. Um lugar regido por forças opostas: o Ouroboros, que permite a renovação da vida; e o Niyanvoyo, onde as almas dão seus passos rumo ao fim. Aliado a um monge renegado, um ladrão velocista, uma mercenária deslumbrante e um homem-pássaro suspeito, Verne conhecerá um deserto mórbido, um abrigo de magos e uma cidade de pedra, e irá até os confins do mundo em sua jornada tenebrosa para resgatar a alma do irmão. Em Necrópolis nada é o que parece e a Fronteira das Almas é o fim da travessia.

Sobre o autor: Douglas MCT mora em São Paulo e além de escritor é roteirista de games, quadrinhos, animações, filmes e seriados. Seu primeiro conto publicado foi o “O misterioso caso do Unicórnio Azul” na coletânea Anno Domini (lembram que teve sorteio desse livro aqui?). Como o livro que eu tenho aqui é pra a ganhadora do sorteio, eu li apenas o conto do Douglas e gostei muito. Tô pensando se eu vou resenhá-lo (e como vou fazer isso). Além disso, o Douglas também teve seu trabalho publicado em outras coletâneas, como Território V e Imaginários 3. E ele também é criador e roteirista do mangá Hansel&Gretel, além de estar trabalhando em um outro projeto!

Sobre o livro: A primeira versão de Necrópolis é de 2005 e de lá pra cá muita coisa mudou – até porque o livro foi inteiramente reescrito. Esse é o primeiro de uma série de seis livros de dark fantasy, sendo Necrópolis o nome de um mundo fantástico. A capa foi feita pelo Victor Negreiro, o livro tem uma trilha sonora oficial feita pela Isis Fernandes, a orelha será escrita pela Helena Gomes, copidesque feito pelo Eric Novello e o prefácio é do Leonel Caldela!

No início do mês de outubro o Douglas postou no blog da saga vários papeis de parede do livro e avatares dos personagens:

Entrevista: Fiz algumas perguntinhas pro Douglas enquanto a ideia pra esse post nascia! Acho que vocês já perceberam que não tenho o dom da entrevista, mas dá pra quebrar um galho! Espero que gostem!

1. Como surgiu a ideia para Necrópolis? Você já tinha a história pronta ou foi desenvolvendo-a no decorrer da escrita?
Eu tive ideias para várias histórias de Fantasia, desde 2000, mas nunca conseguia seguir adiante com elas. Em decorrência do medo de perder meu irmão mais novo (saudável, era só uma paranoia minha), tive um insight para o plot principal, então peguei aquelas outras tramas, amarrei e comecei a definir o que seria Necrópolis. Mas muitos elementos foram definidos durante a escrita e reescrita da obra. Hoje, tenho muito dos livros seguintes pré-concebido.

2. Quais são suas outras atividades além de escrever? Quais são seus hobbies?
Amo Cinema, vou quase toda semana, mas faço um filtro dos filmes que me interessam. Também gosto de caminhar no parque Ibirapuera, viajar e passar horas em qualquer livraria. Não abro mão de barzinho com chope e amigos.

3. Em que condições você gosta de escrever? Escutando alguma música em especial? Em algum lugar especial?
Gosto de escrever no meu quarto, com o meu computador, ouvindo música. Quanto a música em si, sou bem eclético. Mas trilhas sonoras ajudam na condução da escrita. De preferência, sempre com uma caneca de café ou capuccino ao lado.

4. Você escreve roteiros de animações, mangás, contos e Necrópolis é um romance. Do que você mais gosta ao escrever um romance?
Gosto de escrever, de criar, em geral. E acho bacana essa possibilidade de poder escrever sem estar preso a um gênero; cada qual tem uma qualidade que me atrai no momento de fazê-lo: como roteiros para quadrinhos, por exemplo, que chegam a disputar minha preferência com romances. E ao escrever um romance, gosto da possibilidade de subtramas, algo que um conto não permite, pelo formato. Ou seja, expandir o universo da sua trama, contando história de outros personagens e situações que se liguem com o plot principal. Adoro subtramas, elas, quando bem feitas, recheiam bem uma literatura fantástica.

5. Você disponibilizou vários avatares (lindos) de alguns personagens do seu livro, como os irmãos Vipero, Arabella e Astaroth. Como eles se comportam durante o livro?
Que bom que gostou, Mary. O número de pessoas no Twitter usando avatares de personagens de Necrópolis nos surpreendeu. Várias e várias. Tenho ideias para outros elementos do tipo no futuro, fiquem de olho.
Os irmãos Vipero são os principais, um morre e o outro vai atrás da alma em
Necrópolis: sem spoilers, essa é a sinopse. Arabella Orr é a paixão de Verne, oprotagonista. Simas Tales, Karolina Kirsanoff e Ícaro Zíngaro, de uma forma incomum, estarão ao lado dele em sua jornada sombria, cada qual com seu propósito. Absyrto é um curandeiro, e bárbaros sulistas e duendes são uma pedra no sapato. Astaroth, bem, desse não posso falar. Só lendo para saber.

SORTEIO

Colecionadora de marcadores como eu sou, já perguntei ao Douglas sobre os marcadores do livro! A resposta: serão 16 marcadores! (Quero tooodos!) E o melhor ainda: o Douglas me deixou sortear aqui 2 del
es! YAY!

Então, quem comentar nesse post até o meio-dia de amanhã (terça-feira) concorrerá a um dos marcadores. Serão dois, então teremos dois sortudos!

Lembrem-se que os ganhadores terão que esperar um pouco, pois os marcadores só ficarão prontos no dia do lançamento do livro, ok? Quer ver como são LINDOS os marcadores? *-*

marcador_10 marcador_11

O da esquerda é o Simas Tales, um ladrão velocista e o da direita é a Karolina Kirsanoff, uma mercenária! *___________*

GANHADORAS: MARIANA K. E NAT PUGA. Mandem seus endereços por e-mail, pra eu repassar pro Douglas. Não esqueçam que só receberão os marcadores após o lançamento do livro!

Como eu disse lá no início, o lançamento será no dia 07 de novembro, mas o livro já está em pré-venda! Confira onde você pode conseguir o seu Necrópolis:

Então é isso. Vocês que são de São Paulo não percam o evento de lançamento, ok?

Convite_NP

Para mais informações:

draco

Resenha: Meu amor é um vampiro

Faz tempo que eu tô pra postar essa resenha, mas só deu hoje. E ainda tá um pouquinho incompleta. É que assim: esse livro é uma coletânea de contos vampirescos, escrita por nove autoras nacionais! E aí eu mandei um e-mail pra todas elas fazendo uma micro-entrevista, mas duas delas não me responderam… Mas eu irei postar mesmo assim, pois faz tempo que essa resenha tá esperando pra sair! Espero que gostem! Eu não falei muito (praticamente nada, na verdade) porque… são contos, né? Se escrever duas linhas já tem spoiler! Mas eu tentei ^^’’

O primeiro conto é da Adriana Araújo e conta como Carolina conheceu Pedro van Allen no sebo do seu pai. Achei de uma singeleza incrível, adorei!

Adriana Araújo mora em Belo Horizonte e faz faculdade de química. Ela tem um conto do Paradigmas 4 disponível (leia aqui!) e escreve uma fanfic de Drácula no Bram & Vlad (site de tirinhas muito legal!). Eu perguntei a ela como foi escrever o conto do livro, olha o que ela respondeu: Eu tinha escrito "A primeira noite de neblina" para fazer minha postagem semanal em um fórum – eu estava apresentando os dez irmãos da família Van Allen, cada um em um conto (não, não terminei os dez contos, por uma série de motivos). Quando veio o convite para o projeto, vi que o texto estava muito pequeno para o tamanho que pediram. Sendo assim, dei uma aumentada nele (viajando na maionese, como não podia deixar de ser), até para ficar mais romântico. Deixei o mel escorrer e daí nasceu essa segunda versão.

O segundo conto é da Valéria Hadel e conta a história de um presente muito estranho. Gostei do fato da autora ter juntado vampiros, lobisomens, bruxas e outros seres, mesmo que mal apareçam no conto.

Valéria Hadel é bióloga e escreve ficção (totalmente diferente dos textos científicos e reais do trabalho) nas horas vagas. Ela já escreveu para duas coletâneas. Eu perguntei a ela como foi escrever o conto do livro e ela disse: Fui convidada a escrever um conto para um público de jovens apaixonados pelo universo dos vampiros. Teria de ser uma estória de amor entre um vampiro e um mortal. Não deu. Quando eu percebi a minha vampirinha já estava perdidamente apaixonada por um mago e eu não consegui convencê-la a mudar de opinião. Mas a idéia era criar uma relação de empatia com os jovens leitores que muitas vezes se desesperam em frente ao espelho na dúvida cruel de estarem perfeitos para enfrentar o mundo lá fora.  Principalmente as meninas, que como eu, não enxergam muito bem sem óculos. Já pensou como é se maquiar sem ver bem o que você está fazendo? Pois é.

O terceiro conto é da Rosana Rios e conta a história de um vampiro genérico. Genérico por ele ser normal, como qualquer ser humano. Ele não tem nada dos vampiros normalmente apresentados. Mas então, o que faz dele um vampiro? Achei genial, sério mesmo!

Rosana Rios mora em São Paulo e é escritora de literatura infantil e juvenil, com mais de 100 livros publicados. Lançou na Bienal do Livro de SP o livro Sangue de Lobo, com a autora Helena Gomes. (Infelizmente, ela está muito ocupada e não pode responder meu e-mail =~)

O quarto conto é da Nazarethe Fonseca! Um dos meus favoritos, sobre uma garota que se sente rejeitada, não encontra ninguém pra ela, e de repente (pelo menos pra ela) conhece alguém bem… especial. Confesso que não tem nada de fabuloso, mas essas histórias totalmente românticas me ganham na hora. E só de ler algo da Nazarethe fiquei MORRENDO pra ler Alma e Sangue!!!

Nazarethe Fonseca é maranhense mas mora em Natal, e atualmente só escreve – está trabalhando no quarto livro da série Alma e Sangue e num livro que começou a escrever em 1999 sobre demônios e magia. Perguntei sobre como foi escrever o conto do livro e ela respondeu: O conto “O Rosa e o Negro” foi criado exclusivamente para a coletânea, “Meu Amor é Um Vampiro”. É algo que gosto de fazer, pegar uma ideia e desenvolvê-la a partir do convite. Quando Eric Novello, um dos organizadores da coletânea, me convidou, aceitei de imediato, sabendo que estaria me colocando num projeto de qualidade. O livro ficou muito bonito, colorido com aquele ar teen que as meninas adoram e eu também.

O quinto conto é da Ana C. Silveira e conta a história de um homem que deixa a mulher amada pra conseguir um emprego que o faça ser um bom partido, mas que quando ele volta pra buscá-la ela parece estar um pouco… diferente. Muito bom, principalmente pelo final!

Ana Carolina Silveira mora em Belo Horizonte, é advogada e escreve ficção pra dar formas às ideias que povoam sua cabeça. Tem um blog chamado Leitura Escrita. Quando perguntei como foi escrever o conto do livro, ela disse: Foi maravilhoso escrever o Meu amor é um vampiro! As colegas são escritoras maravilhosas, algumas delas são amigas muito queridas, os Erics e a Janaína são pessoas muito especiais. O conto em si foi escrito especialmente para o livro, mas a ideia estava no meu depósito pessoal de ideias esperando uma oportunidade de ser utilizada.

O sexto conto é da Regina Drummond e conta a história de um cara que é muito feio mas que consegue a melhor garota da turma. Achei super interessante, porque é narrado pelo cara com ciúmes do feio. E o final é super legal!

Regina Drummond é de Minas Gerais e mora na Alemanha, mas sempre está pelo Brasil. Seu trabalho mais recente é o Histórias de Arrepiar, coletânea de contos de terror – que por acaso será sorteado aqui no blog! Ela estava numa loucura e também não pode responder minhas perguntas! =~

O sétimo conto é da Helena Gomes e conta a história de Paulo. Ele está morrendo de sede, só tem uma nota de 100 reais (e ninguém tem troco) e mesmo sabendo que essa sede não vai passar com água, quer uma. Então uma garota oferece a ele uma água que ela comprou a mais e a partir desse momento ele vai descobrindo como o mundo é pequeno. Esse é um dos meus favoritos também, só preferia outro final (romântica mode on).

Helena Gomes mora em São Paulo e é escritora, jornalista e professora universitária. Seu primeiro livro foi O Arqueiro e A Feiticeira (da saga A Caverna de Cristais) e lançou o seu 17º livro agora em agosto (Bienal e Fantasticon), o Sangue de Lobo (com a Rosana Rios). Eu perguntei sobre como foi escrever o conto do livro e ela respondeu: Foi ótimo. Não costumo escrever histórias de vampiros, então foi uma experiência praticamente inédita fazer o conto Sede para a antologia. E um desafio também, pois parece que já se escreveu tudo sobre o universo vampírico. Então, optei por uma abordagem mais simples, com personagens que podem muito bem se passar por pessoas comuns, que fazem parte do nosso dia-a-dia.

O penúltimo conto é da Cristina Rodriguez e conta a história de Anelisa, uma garota se preparando para a sua primeira aparição na sociedade de Veneza. Nesse baile ela conhece os irmãos Petrovich, os dois muito misteriosos, e com cada um ela sente várias coisas,
menos medo… mas talvez ainda seja cedo. Achei muito bom, porque me deu a sensação de estar dentro do baile com a Anelisa e sentir com ela a atração pelos dois irmãos.

Cristina Rodriguez escreve e tenta criar plantas. Esse é o seu primeiro conto publicado e quase não tem informações sobre ela na internet – e ela também não me respondeu =~.

O livro é fechado com chave de ouro pela Giulia Moon. Esse foi o meu conto preferido, e conta a história de Nix, transformada e preferida do vampiro Argento. E é só isso que posso contar. A história é muito pequena e muito simples, mas eu adorei. Será que a Giulia tem vontade de escrever um livro sobre a Nix? *-*

Giulia Moon é paulistana e já foi diretora de arte, ilustradora, redatora e sócia em agência de publicidade. Hoje em dia trabalha como freelancer em redação e direção de arte. Começou a escrever os primeiros contos num grupo de escritores amadores de histórias de vampiros do Yahoo, chamado Tinta Rubra, em 2000 e de lá pra cá já publicou três coletâneas de contos. Em 2009 publicou seu primeiro romance, Kaori – Pefume de Vampira – e atualmente trabalha no segundo livro sobre a Kaori. Eu perguntei a ela como foi escrever o conto do livro e ela disse: Foi uma experiência muito legal. Dentre as várias ideias que me surgiram, acabei optando por “Nix”, que fazia parte de uma noveleta inacabada que começara a escrever alguns anos atrás. A história girava em torno das peripécias de uma garota de dezessete anos, muito bonita e meio atrapalhada, que é transformada de repente em vampira por um cara muito poderoso, com quem vive uma relação de amor e ódio. Portanto, o conto não estava pronto para ser publicado, mas a ideia já estava crescendo na minha cabeça. Mas tomou forma na hora certa!

Ufa! Espero que gostem! Eu amei a coletânea e adorei o trabalho da Editora Draco – tanto na escolha das autoras quanto na arte gráfica do livro. Muito obrigada ao Erick, que cedeu o livro e me ajudou com os e-mails das autoras.

draco