Vamos Juntas?

Quarta-feira participei do evento de lançamento do livro Vamos Juntas?, da Babi Souza, e acredito que foi um dos momentos mais emocionantes que a literatura me proporcionou. O livro é um guia didático sobre sororidade. E a Babi, ao contar sua história de como passou de jornalista frustrada a criadora do movimento, parece que é sua amiga há anos. Ela tem esse poder de deixar seu público confortável, o que é exatamente o objetivo dela, como ela explica no começo do bate-papo.

Babi Souza

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Babi diz que qualquer uma poderia ter criado o Vamos Juntas?, porque, afinal, o movimento é a resposta de uma demanda da maioria das mulheres: não sentir medo ao sair na rua. Uma coisa tão óbvia e tão pouco debatida. A ideia, como ela mesma explica, não veio diante de uma tela de computador ou durante uma reunião. Foi diante do próprio medo, ao descer do ônibus voltando do trabalho para casa à noite.

Ao compartilhar a primeira ideia em sua página pessoa, Babi percebeu que, se ela estava louca, havia muitas outras loucas no mundo. O sucesso foi estrondoso, diante de uma ideia absurda de tão óbvia: a ideia de que mulheres deveriam ficar juntas, deveriam apoiar umas às outras.

Quando eu me dou conta de coisas óbvias, é como se algo estalasse na minha mente, encaixando-se no seu lugar certo. É esse sentimento que esse movimento desperta em mim. Parece alo tão certo e normal que mulheres deveriam se apoiar. E, ainda assim, nós mesmas e a sociedade ainda nos taxamos de loucas rebeldes chatas por termos encontrado nossa voz e a utilizarmos para lutar pelo que consideramos correto.

Nesse evento, um pequeno espaço de sororidade, eu vi um grupo se fortalecer diante de alguns comentários. Mulheres se sentindo mais fortes por receberem conforto. Lágrimas e gestos de apoio sendo compartilhados. É difícil não se emocionar com as pequenas lutas, derrotas e vitórias que temos apenas por sermos mulheres.

Saí do evento querendo distribuir o livro para todas as mulheres que conheço. Pra que elas saibam que eu estou aqui se elas precisarem de um apoio ou ombro amigo, sem preconceitos. Pra que elas saibam que as mulheres podem e devem fazer o que quiserem, sem serem julgadas por isso — ou pelo simples fato de serem mulheres fazendo algo. E pra que todas saibam que nós, mulheres, podemos e devemos lutar por todos os direitos que merecemos.

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