Resenha: O seminarista, Rubem Fonseca

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Meu primeiro livro do ano faz parte de um dos meus desafios literários: ler os livros indicados pela Tag – Experiências Literárias para sair um pouco da minha zona de conforto. Então janeiro começou com Rubem Fonseca, ficção policial brasileira. E foi uma boa experiência. Eu queria ter feito um vídeo pra mostrar como veio o kit e falar sobre o livro, mas não consegui gravar. Escrever é bem melhor pra mim, mas não sei se vou conseguir passar tudo o que eu quero numa resenha escrita.

Como eu disse, ler Rubem Fonseca foi uma boa experiência. Eu não esperava um livro policial tão rápido e envolvente. Ao começar a leitura, não consegui me identificar muito com o personagem, mas ele foi me ganhando aos poucos, com suas frases em latim e seu gosto por poesia. O que me atrapalhou no começo com o personagem acabou sendo o que eu achei de mais interessante na narrativa do Rubem: há pouco passado. Não dá pra saber porque o Especialista, o José Joaquim, o personagem principal vai pro seminário, sai e vira matador de aluguel. Não há um aprofundamento no que já aconteceu. Tudo acontece rápido e o leitor já é levado para o próximo passo, a próxima página.

O que não quer dizer que os personagens e a história sejam rasos. Apenas quer dizer que o autor consegue trabalhar toda uma história focada no que está sendo apresentado naquele momento, sem os “subterfúgios” do que já aconteceu antes. O objetivo do José é se aposentar, e pra isso ele muda sua rotina, se desfaz de suas armas, conta uns casos passados apenas pra se ater ao seu ponto: ele está cansado, e não quer mais essa vida e esse trabalho. Lendo um pouco sobre o autor, descobri até que ele faz várias citações indiretas a outras histórias dele. Vi um comentário dizendo que “há uma certa continuidade” nas obras do Rubem. Eu adorei isso e fiquei com vontade de ler outras obras do autor pra ver se descubro as referências.

O estilo do Rubem Fonseca é bem ágil, e isso é muito legal, principalmente para um livro policial, com muito suspense. Ele se diz um cineasta frustrado e, pensando bem, sua narrativa é bem cinematográfica mesmo. Pra mim o suspense não foi daqueles incríveis, porque eu já sabia da resposta antes do final. Mas isso não influenciou na leitura, que se desenvolve rapidamente e não perde tempo suavizando as coisas. Comecei bem o ano e gostei da minha primeira experiência com a Tag. O livro vale apena e dá vontade de conhecer as outras obras do autor.

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