Bienal do Livro de São Paulo: Um lugar para fãs

A Bienal do Livro de São Paulo começou na sexta-feira da semana passada e vai rolar até esse domingo. Eu estou em SP para o evento, o terceiro que participo, e cada edição comprova duas coisas para mim: brasileiro gosta MUITO de ler e ADORA ser fã de seus autores favoritos.

Particularmente, eu adoro a Bienal principalmente pelas pessoas que eu conheço durante — sejam leitores, profissionais do mercado editorial ou autores. Minha primeira Bienal em São Paulo foi em 2010 e a experiência me marcou tanto que me abriu os olhos para um mundo totalmente novo. Nunca tinha pensado em livros como um produto, o resultado de um processo que envolve vários profissionais, e a partir daquele ano eu passei a observar e aprender e me apaixonar por isso.

Esse ano o primeiro fim de semana da Bienal foi bastante lotado por causa da presença das autoras internacionais Cassandra Clare e Kiera Cass. E também de autores como Harlan Coben, Bruna Vieira e Mauricio de Sousa. Todos com filas imensas, fãs enlouquecidos e grandes números de vendas. Adolescentes e jovens em sua maioria, que esperaram várias e várias horas para ganhar uma foto e um autógrafo com seus ídolos.

A Bienal ficou pequena pra tanta gente e a falta de organização do próprio evento e das editoras testou a paciência de muita pessoas. Mesmo com a demonstração nas redes sociais e os números de vendas dos autores internacionais, a organização não acreditou que tantas pessoas viriam ver seus autores preferidos, e isso resultou num caos de filas, pessoas chorando por falta de senhas e até confusões pontuais com os fãs.

O segmento infantojuvenil do mercado editorial teve um crescimento bastante expressivo no último ano: a própria Cassandra Clare, autora internacional mais esperada dessa edição da Bienal, conquistou um enorme público com sua série sobre caçadores de sombras e outros seres sobrenaturais; e no grupo de autores nacionais, Bruna Vieira é uma das autoras que levou milhares de adolescentes para suas filas de autógrafos e bate-papos sobre seus livros contemporâneos. E isso é só uma pequena amostra do poder que esses consumidores têm dentro do mercado. Esses leitores, de várias idades e várias situações sociais, encontram nos livros situações e sentimentos com os quais eles podem se identificar e se emocionar. Além de autores já conhecidos, novos autores também ganham seu espaço no terceiro maior evento literário do mundo. Diversas editoras lançam novos livros e novos autores na feira, dando descontos e promovendo sessões de autógrafos.

Não sei dizer sobre números e vendas, lucros e prejuízos, mas de uma coisa tenho certeza: a Bienal, mesmo com todos os problemas, conseguiu levar um grande número de fãs a seus ídolos.

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