Resenha: High Fidelity, Nick Hornby

Rob Fleming, trinta e poucos anos, dono de uma loja de discos praticamente falida, que acabou de ser deixado pela namorada, Laura. Enquanto tenta internalizar esse acontecimento e se convencer que isso não foi nada de mais, Rob conta suas angustiantes experiências “emocionais”, suas escolhas erradas e suas consequências, dialogando o tempo todo com o seu único grande amor: a música.

PRÓS

  • Música, música, música. Anos 80 principalmente. Esse livro é um prato cheio pra quem gosta de conhecer novas bandas e cantores. Tudo na vida do Rob gira em torno de música — desde o seu trabalho quase extinto até seus momentos de comiseração profunda.
  • Narrativa incrível. Nick Hornby é daquele tipo de autor que por menos que você goste da história e/ou dos personagens, você precisa admitir que ele escreve MUITO bem — e provavelmente foi por isso que você terminou de ler o livro (exatamente o que aconteceu comigo nesse caso).
  • Rob é um personagem muito real. Fiquei em dúvida se isso seria realmente um pró ou um contra, já que com isso eu quero dizer que todos os defeitos dele (VÁRIOS) são bem comuns, mas em termos literários, isso é um pró. Ele é daquele jeito inseguro, sacana e deprimente durante toda a história, e todas as escolhas que ele faz o levam a ser daquele jeito. Diversas vezes quis tacar o livro na parede pra ver se, com isso, conseguia atingir o Rob.

— CONTRAS 

  • Sabe aqueles livros YA com aquelas personagens intragáveis, que sempre fazem as PIORES escolhas possíveis em suas vidas? Esse livro tá nesse nível — ou pior. Eu entendo que a insegurança e, vamos combinar, a filha-da-putice é uma característica da personalidade do Rob, mas isso não quer dizer que eu tenha que gostar dele! Cara chato, pedante e imbecil!
  • O livro é vendido como uma “comédia romântica”, mas a “comédia” é feita com um humor pedante, mais voltado pra autodepreciação, e o “romance” basicamente não existe, já que tudo que o Rob faz é analisar seus romances passados numa ótica depressiva e cheia de cinismo.
  • A narrativa do livro é ótima, mas por várias vezes a leitura é enfadonha. Não por causa do estilo do autor, mas por causa do Rob mesmo. Ele é muito sarcástico, ácido e (auto)depreciativo, e isso enche o saco às vezes. São poucas as partes em que o livro é realmente divertido e ainda mais raras são as partes “leves” que normalmente as comédias românticas têm.

Opinião final: 3 estrelas. O livro é bom, mas não foi bom pra mim. Só fiz odiar o personagem principal, não consegui simpatizar com todas as decisões erradas que ele toma. A escrita do autor é ótima, mas o personagem dele é péssimo.

Livro: Alta Fidelidade
Autor: Nick Hornby
Lançamento: 2013
Editora: Companhia das Letras
Links: Skoob | Goodreads
Classificação: mpcmpcmpc
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