Resenha: How to Say Goodbye in Robot, Natalie Standiford

Bea não faz amizades profundas. Ela sabe que não ficará muito tempo em uma cidade para fazê-las acontecer. Sua mãe instável e seu pai ausente não ajudam em nada, também. O único que é capaz de tirá-la de sua bolha de tédio é Jonah, um garoto que não é apenas seu amigo… mas também não é um namorado. “Não é romance, exatamente, mas é definitivamente amor.”

O que mais me chamou atenção nesse livro foi essa última frase da sinopse: “Não é romance, exatamente, mas é definitivamente amor”. Pensei que ia ler uma história sobre uma complicada relação e o amadurecimento disso pra algo mais, com personagens cativantes. Mas foi tão diferente disso, e não de um jeito bom.

Não consegui me interessar de verdade pelos personagens. Bea é uma ótima personagem, em algumas partes eu até começava a gostar dela, mas quando algo era relacionado ao Jonah, ela simplesmente se perdia. Não importava se ela não tinha culpa dos problemas dele, não importava se ela estava lá para ajudá-lo. Ele simplesmente usa-a como um degrau pro que ele quer, sem querer realmente estar com ela, sem perceber (sem se importar) que a relação dos dois é unilateral.

O livro é bem escrito, a narrativa é melancólica, os acontecimentos fluem pra um final imprevisível, a história e os personagens secundários são bem legais e originais, com todo o plano de fundo do programa de rádio na madrugada, mas o relacionamento dos personagens principais é algo que não me conquistou de maneira alguma — algumas histórias conseguem fisgar você mesmo com um relacionamento doentio, mas esse não é o caso.

Livro: Como dizer adeus em robô
Autora: Natalie Standiford
Lançamento: 2013
Editora: Galera Record
Links: Skoob
Classificação: mpcmpcmpc
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