Curso: The Future of Storytelling | Capítulo 1 | Parte 1

Comecei hoje no site da Iversity a participar de um curso online chamado The Future of Storytelling. Um curso para todas as pessoas que querem saber mais sobre narrativas de ficção: como entendê-las, analisá-las e criá-las. Resolvi postar sobre ele aqui por duas razões: primeiro porque são muitas informações e eu queria deixá-las publicadas em algum lugar pra estudo futuro. segundo porque o curso é em inglês e talvez esse post possa ser interessante pra quem não sabe inglês mas tem interesse sobre o assunto. As aulas são semanais, com vídeos dos professores e materiais de apoio.

Na primeira unidade, para começar, a pergunta base: Qual é a definição de storytelling?  Para tentar chegar a um consenso, vários convidados deram suas opiniões:

  • Robert Pratten, CEO da Conducttr, define storytelling como várias informações conectadas e ditas de forma que tais informações sejam coerentes e importantes para o contexto.
  • Maria Grau Stenzel, Gerente de Projetos da Honig Studios, define storytelling como linguagem; não só a linguagem falada como a linguagem de filmes, músicas, poesia, dança.
  • Cornelia Funke, autora das séries Coração de Tinta e Reckless, acredita que a mídia e a audiência define em cada situação o que é storytelling, já que isto pode ter vários significados: um enredo único, um episódio, a história do universo, etc.

Diante de várias definições, uma coisa é certa: não há a parte do story — a narrativa em si — sem a parte do telling — quem faz a narrativa. E é exatamente a combinação dos dois — a estrutura da história e quem e como ela é feita — que esse curso vai abordar.

A minha definição de storytelling: É o que os contadores de histórias storytellers fazem: eles criam e apresentam um novo mundo, sobre qualquer coisa. É o ponto de vista deles sobre alguma coisa. Eles criam novas aventuras, novas atividades sociais e novos meios de ver a vida.

Ainda tem mais, mas pra não ficar um post muito grande na página inicial, clica aqui embaixo! Esse primeiro capítulo tem oito unidades, então pra não ficar gigantesco (esse post já ficou muito grande) (e também por falta de tempo hoje), preferi dividir o post e meu estudo em dois. Domingo eu posto a segunda parte.

Na segunda unidade, uma volta ao passado: para entender todo o desenvolvimento do storytelling atual, é necessário entender como tudo começou, de onde tudo veio. E a resposta começa quando os seres humanos passaram a escrever sobre suas vidas. Não literariamente falando, mas quando a escrita foi inventada. Houve uma mudança de estrutura narrativa quando isso aconteceu, pois várias características da oralidade não foram tão utilizadas na escrita, como a estrutura mnemônica e a rima. E, principalmente, com isso as histórias tinham começo e final.

Em meados dos séculos XVII e XVIII as histórias passaram a ser contadas em partes, passaram a ter um teor mais introvertido e mais individualístico, combinando as personalidades do autor e do leitor. As primeiras histórias foram mais sobre grupos, mais sobre a sociedade como um todo, como os épicos, e com o tempo essas histórias foram passando a ser mais individuais, mais pessoais, mais biográficas. No século XIX há uma presença maior de histórias, uma grande variedade delas, e no século XX acontece uma destruição da estrutura narrativa como se conhecia antes, com a nouveau roman na literatura e a nouvelle vague no cinema.

Numa linha do tempo, dos tempos antigos ao tempo atual, temos:

1. Histórias épicas e contadas oralmente;
2. Invenção da escrita;
3. Invenção da imprensa;
4. Começo do cinema;
5. Primeiras exibições de TV e transmissões de rádio;
6. Invenção dos computadores;
7. Criação do Youtube/Câmeras HD/Smartphones.
 

Novos meios de comunicação significam novos meios de aproximação do autor da obra com a sua audiência.

Na terceira unidade, para começar realmente no assunto de storytelling, é apresentada a diferença entre história (storye enredo (plot) do teórico David Bordwell.

David Bordwell descreve história (story) como uma série de eventos em ordem de causa-cronologia, ou seja, todos os eventos na ordem linear e original. O enrendo (plot), por outro lado, é definido como a ordem e duração dos eventos enquanto eles são apresentados à audiência.

Na quarta unidade são apresentadas as unidades narrativas da estrutura da história. Para analisar bem uma narrativa, precisamos diferenciar as unidades menores e as unidades maiores dela. Robert McKee apresenta-as da seguinte forma:

Em uma troca de comportamentos de ação/reação, temos uma batida (beat) (tradução livre). Várias batidas compõem uma cena (scene). Em um filme, por exemplo, uma cena apresenta várias ações e interações que acontecem em algum tempo e um lugar. Quando várias cenas são reunidas, elas formam uma sequência (sequence) que seguem para um mesmo objetivo ou têm um motivo maior. Uma série de sequências que tem um auge numa cena caracteriza um ato (act).

Falando de filmes, por exemplo. As comédias românticas de Hollywood seguem uma estrutura padrão de três atos. Elas têm começo (begining), meio (middle) e fim (end). O começo é a exposição (exposition), o meio é o confronto (confrontation) e o fim é a resolução (resolution).

Essa estrutura também pode ser definida em três atos. Ainda utilizando as comédias românticas como exemplo, temos: o ato 1, o começo, é quando um possível casal se conhece (meet); o ato 2, o meio, é quando esse possível casal luta para ficar junto mas acaba se separando (lose); e o ato 3, o fim, quando esse casal finalmente consegue seu final feliz ao vencer todos os confrontos. (get).

** Como eu disse, domingo eu posto a segunda parte desse primeiro capítulo. Se você se interessou tanto a ponto de querer participar, é só se inscrever aqui.

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