Conversando com… Rafaella Vieira + Resultado do Sorteio de 7MNP!

Não sei se vocês viram, mas em março eu comecei uma nova coluna de entrevistas: Conversando com… Também tem uma coluna de (mini) entrevistas, mas essa coluna é pra uma entrevista mais longa e detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

 Estou devendo essa entrevista desde junho e peço MIL desculpas por isso! Finalmente a entrevista com a Rafaella Vieira, autora de Depois Daquele Beijo (pela Editora Malagueta) e Sete Minutos no Paraíso (pela Editora Gutenberg)! Lembrando: a pergunta que a autora mais gostou de responder estará marcada em vermelho e a pessoa que fez a pergunta ganhará um exemplar de 7 Minutos no Paraíso! YAY!

  • Na orelha do seu livro, você afirma que deseja viver em um dos seus livros. Onde você viveria? Assumiria a vida de algum personagem ou continuaria sendo Rafaella vieira?

É uma pergunta difícil, porque eu amo todos os meus livros, queria morar em todos. Kkkk Às vezes eu quero ser a Michelle, às vezes a tia Jaque (de DDB), às vezes a Raquel (de 7MNP) e assim por diante. Não tem um livro específico que eu possa escolher para morar. Mas com certeza eu seria um dos meus personagens e não a Rafa.

  • Em seu romance de estreia, a vida das protagonistas muda depois daquele beijo. Você acredita que um beijo pode ser um divisor de águas na vida de uma pessoa?
Com toda certeza! Um beijo pode mudar tudo. Já aconteceu comigo muitas vezes.
  • Como você conheceu a Editora Malagueta? DDB foi escrito antes ou depois de conhecê-la? A temática homossexual já era proposta desde o planejamento do livro?
Desde que comecei a escrever DDB o tema era aquele mesmo: a história de uma menina que se apaixona por outra. Quando terminei, enviei para o prêmio Sesc de literatura e quando saiu o resultado ele não foi um dos vencedores, mas dentre as mais de 600 obras inscritas ele ficou entre os 40 finalistas, então fui enviando para as editoras. Daí pesquisei no Google editoras especializadas em temática lésbica, achei a Malagueta e mandei.
  • Você tem planos para outros temas, ou quer permanecer no romance?

A minha inspiração maior é para romances. Eu gostaria muito de ter inspiração para escrever uma história de terror e, ironicamente, o primeiro livro que eu comecei aescrever era de terror, mas eu nunca consegui acabar…. rsrsrs Mas enfim, se rolar inspiração para outros temas eu escrevo, só resta esperar.

  • Apesar de toda boa escrita brasileira, as pessoas ainda fazem questão de valorizar a literatura internacional. Isso com certeza provoca um efeito para a literatura nacional. Como você lida com essa situação e como faz para suprimir esse efeito?
Olha, eu acho que o preconceito maior é das editoras. Elas só querem publicar livros nacionais juvenis se for para adoção escolar, literatura de entretenimento nacional é complicado, pois elas preferem apostar em livros estrangeiros que já são sucesso garantido no exterior. Demorei para ter meus livros aceitos por causa disso, contraditoriamente as editoras que me deram “não” alegaram que meu estilo era “americanizado” demais (vai entender) e que minhas histórias eram muito “ousadas” e não serviam para leitura obrigatória de colégio. Elas não entendem que se os livros estrangeiros de entretenimento fazem sucesso é exatamente porque não há muitos deles de autores brasileiros, e que a galera gosta de ler livros por diversão e não por obrigação. Felizmente algumas editoras já estão abrindo esse caminho para autores nacionais e as coisas estão mudando.
  • Como é ver seu livro publicado depois de tanta luta? E as eventuais críticas negativas, como lidar?
Ao mesmo tempo em que é a realização de um sonho é também tão surreal que eu nem acredito. Quando vejo meus livros na livraria eu tenho a impressão que são de outra pessoa, sério, é uma sensação louca tipo: “isso não pode ser verdade”. E também acho que talvez eu nunca me acostume com isso de as pessoas querendo meu autógrafo. Rsrsrs As críticas negativas sempre vão rolar, quando você escreve algo está sujeita às pessoas não gostarem. Daí quando vejo alguma opinião negativa sobre os meus livros penso nas minhas autoras favoritas que também recebem críticas, então abstraio porque tem que ser assim. Não dá para agradar todo mundo e cada um tem o direito de gostar ou não de um livro.
  • Você se sentiu insegura ao lançar algum dos seus livros, pensando se alguém iria gostar ou se teria algum problema por você ser autora nacional?
Por ser autora nacional, não, nunca fiquei insegura por isso. A minha insegurança mesmo sempre rola no dia do lançamento, eu fico achando que ninguém vai e eu vou ficar lá plantada com cara de idiota. Ou então eu tenho medo de chorar de emoção na frente de todo mundo, essas coisas.
  • O que você encontrou na literatura que não encontrou no Direito?
Realização total, uma sensação de que nasci para fazer isso e que escrever é a melhor coisa do mundo.
  • O que te inspirou a escrever 7MNP? Que músicas você ouviu enquanto escrevia? Qual foi a parte mais difícil de escrever?
Desde 2007, quando eu ouvia a música If we were a movie da Miley ficava pensando em como gostaria de escrever uma história de uma menina que se apaixona pelo melhor amigo, mas tinha que ser uma coisa diferente. Daí uma vez eu estava em um colégio e vi uma garota saindo da sala e andando pelo corredor e ela usava uma camiseta preta do Tokio Hotel e imediatamente lembrei da história que eu queria escrever. A inspiração só veio em 2009, do nada, comecei a escrever sobre a menina que se achava a esquisita da escola e quando vi o livro estava pronto. Me inspirei fisicamente na Ashley Tisdale(com cabelo castanho) para a Raquel e no Jean Luc Bilodeau para o Diego. Nessa época eu ouvia muito Miley, Paramore, Panic at the Disco, McFly, The Click Five, Avril… Não teve uma parte especificamente difícil para escrever, mas se fosse dizer alguma seria o “depois”.
  • No livro, a Raquel esta apaixonada pelo melhor amigo, Diego. Mas e se fosse o contrário, se o Diego estivesse apaixonado por ela, mas ela não quisesse estragar a amizade? Como a personagem reagiria?
Bem, sabendo que a Raquel é louca por ele apenas imagino ela pulando de felicidade se fosse ao contrário, né? Rsrsrs
  • Quais foram os seus melhores sete minutos no paraíso?
Foi a primeira vez que eu brinquei de 7 Minutos no paraíso. Rsrsrs Eu era apaixonada por um garoto (nunca tinha ficado com ele) e tava a maior galera aqui em casa, daí falei com as meninas para a gente fazer a brincadeira e marquei o papel com o nome dele para que eu pudesse sorteá-lo na hora, então quando eu tirei a gente se trancou no corredor para ficar 7 minutos e aí ele me beijou e pronto. Kkkkk
  • Se você pudesse entrar em um armário por sete minutos com um escritor, quem seria? Quais perguntas você faria?
Escritor de livros ou pode ser roteirista? Tem um roteirista que eu sou completamente apaixonada que é o Kevin Williamson, ele criou coisas que eu amo como Dawson’s Creek, Pânico, Hidden Palms e escreve/produz TVD. Eu perguntaria para ele milhões de coisas, não saberia nem por onde começar. Acho que as principais perguntas são como surgiu a ideia para aquelas histórias e falar dos personagens e tal, enfim sete minutos seria muito pouco porque eu ia ficar toda enrolada até conseguir fazer as perguntas. Mas uma pergunta que eu faria com certeza é se ele me daria a honra de escrever um roteiro comigo. Mas se você quis dizer autor de livro eu escolheria o Federico Moccia e também perguntaria como ele cria histórias tão lindas e tocantes.
  • Você pensa em transformar DDB ou 7MNP em série?
DDB eu tenho já mais dois prontos para uma série e também acabei de escrever a versão da Caterine, queria muito lançar. 7MNP eu tenho a ideia de escrever a versão do Diego.
  • Você já colocou experiências pessoais em algum livro? Há algum limite, algo pessoal que você nunca escreveria?
Todo personagem tem alguma característica minha, agora falando em experiências não me lembro de ter colocado nenhuma até agora, mas eu faria sim. Não acho que tenha um limite ou algo que eu nunca escreveria. Na verdade eu tenho um livro muito autobiográfico escrito que espero um dia publicar, se chama Época de Morangos.
  • Você sempre se preocupa em inserir na escrita dos livros a sua cultura local? Acha importante essa apresentação para os leitores de todo o Brasil?
Acho importante ambientar a história para dar realismo. Lendo um livro que se passa em determinada cidade, em uma rua tal que de fato existe a sensação é que aquilo é real, sabe? Pelo menos é o que eu sinto como leitora e as minhas leitoras também têm me dito isso. Eu vou na rua, tiro fotos e escolho as casas que meus personagens vão morar. Kkkk Depois quando eu passo de novo por elas eu fico imaginando “olha, é ali que mora a Raquel, o Diego mora naquela outra casa lá…” e etc. Também é importante inserir expressões que as pessoas usam, pois cada cidade tem suas gírias e expressões locais, e isso torna os personagens mais reais.
  • Como escrever sob o ponto de vista de um adolescente soando atual, com as gírias, manias e brincadeiras?
Muita gente me pergunta isso e eu não sei responder simplesmente porque para mim é a coisa mais natural do mundo, não tenho uma fórmula que vou seguindo nem nada assim. Eu apenas começo a escrever e pronto. Talvez porque eu só goste de livros, filmes e séries juvenis eu tenha essa facilidade de dar realismo aos personagens. Mas na verdade as pessoas que me conhecem dizem que eu falo/sou como as minhas personagens, então não sei. Rsrsrs
  • Qual critério você usa na hora de escrever seus personagens?
Fisicamente eu me inspiro em atrizes e atores que eu sou fã, e psicologicamente coloco coisas minhas e outras eu vou criando. Meus personagens geralmente criam vida própria assim que eu os imagino e a inspiração surge.
  • O que veio à sua cabeça quando Raimundo Carrero disse que seu livro é “curioso”?
Na minha cabeça ele achou interessante e uma história que aguça a curiosidade do leitor, pois é diferente dos livros juvenis de escola que tentam passar aquelas lições de moral. Não se vê muitos livros juvenis de entretenimento escritos por autores nacionais, e recifenses, então, é mais difícil ainda.
  • No momento você está escrevendo outro livro? O que podemos esperar no futuro?
Eu tenho uns dez livros prontos! Kkkk acabei de escrever DDB na versão da Caterine e tenho outras histórias por aqui com outros personagens. Mas o próximo lançamento já certo é o Skate na Pista do Amor em 2013, é um livro sobre um garoto que sonha em participar do primeiro campeonato de skate.
  • Qual dica você dá pra quem quer começar a escrever?
Leia muito e comece a escrever sem julgamentos, vá escrevendo o que vier na sua cabeça e deixe para corrigir depois. Vai chegar um momento em que você vai reconhecer seu estilo de escrever, desenvolver seu jeito e essa é a parte importante. Quanto mais você ler e escrever, mais rápido achará o seu caminho como escritor.
Muito obrigada Rafa pela paciência e participação! E obrigada aos leitores, que deixaram 50 perguntas! Wow! Recorde, foi difícil escolher só 20!
E quem ganhou um exemplar de Sete Minutos no Paraíso foi…………………………………. Lucyanna Melo! Parabéns!
Mandarei um e-mail avisando do prêmio e ela terá três dias para me responder! Em breve sai o próximo Conversando com…! Obrigada pela participação de todos! \o/
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2 Comentários em Conversando com… Rafaella Vieira + Resultado do Sorteio de 7MNP!

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