Resenha: The Selection, Kiera Cass

America Singer é uma das 35 garotas que foram escolhidas para tentar ganhar o coração do Príncipe Maxon. America Singer é a única das 35 garotas escolhidas que não quer casar com o príncipe, ser princesa e governar um país. Ela só queria se casar com Aspen, um rapaz de casta mais baixa que ela e que ninguém sabia que se era seu namorado. Mas agora ela está dentro do castelo, quase sem contato com sua antiga vida, e não há nada a esperar a não ser o futuro. Exceto quando o passado aparece de repente.

Comecei a ler esse livro por causa dessa capa linda, achando que seria uma história meio esnobe, e acabei me surpreendendo. Me surpreendi com os personagens, com os relacionamentos e com as várias teorias que pensei durante a história para as continuações.

A America é uma personagem passional e, ao meu ver, normal. Ela é daquele tipo de personagem que se alegra, se desespera, gosta, odeia, se diverte e sente agonia nos momentos “certos”. Ela sente aquilo e não tenta se fazer de forte ou falseia outro sentimento. O Maxon me surpreendeu pela sua humildade. Sendo filho único e tendo que escolher uma entre várias garotas lindas pra se casar, eu esperava que ele fosse esnobe e metido, com síndrome de rei. Adorei as facetas dele, de raiva, de confusão, de decisão, de gentileza.

Esse livro é classificado como distopia, mas, conversando sobre isso num grupo do facebook hoje, tive minhas dúvidas sobre isso. A Gabrielle falou que a autora deu uma entrevista dizendo que iria focar no romance e não na distopia. Com isso, a Bell disse que o que importa mesmo numa distopia é o que se faz contra o sistema, então mesmo que a America não goste de sua falta de escolha sobre como viver e com quem casar, ela não pode/quer fazer nada contra isso, então isso descaracteriza a distopia. E como os próximos livros da série focarão no romance, não acho que ela fará algo, mesmo que hajam brechas (siim, háá!) para isso na história. Então, mesmo que o sistema dite a vida das pessoas e favoreça um pequeno grupo, já que a America não luta contra ele, não é distopia. Eu entendi assim, mas acho que tenho muitas teorias para os próximos livros!

De todo modo, eu gostei muito do livro. Acho que traz uma ambientação bem diferente do que se tem visto atualmente e os relacionamentos são muito bem construídos. Tenho muitas expectativas para o resto da série! Esse livro será lançado aqui no Brasil ainda esse ano pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras! Recomendo bastante!

Livro: The Selection

Autora: Kiera Cass

Lançamento: 2012

Editora: Harper Teen

Links: Skoob | Goodreads

Compre: Amazon | Book Depository

Classificação: 

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9 Comentários em Resenha: The Selection, Kiera Cass

  1. Não conhecia o livro ainda, mas vi a conversa hoje no face a respeito da distopia. Concordo totalmente com a conclusão final, já que a história só apresenta um governo diferenciado, mas não mostra nenhuma atitude contra ele.
    A personagem deve ser interessante, pois ultimamente está bem difícil de achar um protagonista que seja tão simples, sem nada de “controle emocional” diante dos outros e etc heheh
    Achei lindíssima a capa, infelizmente é em inglês.

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  2. Vi algumas pessoas que não estavam muito satisfeitas com esse livro (e nem me lembro o motivo, pra ser sincera), mas com essa sinopse e essa capa ma-ra-vi-lho-sa, quem não fica curiosa? Quer dizer, eu estou com MUITA vontade de ler esse livro, pois é bem o tipo de leitura que eu gosto: mocinha não quer o cara, mas em algum momento vai acabar ficando indecisa e você não sabe o que pode acontecer em seguida! \o/
    Sem contar que, apesar de gostar de personagens fortes, aquelas que também têm pontos fracos são sempre muito realistas, né? =D

    Adorei a resenha!
    Beeijo! ;3

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  3. Convenhamos.Impossivel não reparar nessa capa. Que coisa mais perfeita. A historia tb parece ser muito boa, mas mesmo que não fosse valeria a pena comprar, só para ter essa maravilha de livro na estante. Amei…

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  4. MOREEEEEEENDO de vontade de ler esse livro!!!
    Já tô com ele no Nook, só falta-me as férias!
    E cara, tô de saco cheeeeeio de triângulo amoroso!
    Parece que não dá mais pra escrever uma relação entre duas pessoas que seja interessante por si só, TEM que meter um terceiro elemento no meio. ¬¬
    Mas isso ainda não tira minha empolgação!
    *acho que já tô amando o Maxon*
    *acho que isso é um indicador do quão louca já estou e do quanto preciso de férias*
    HAHAHAHAHA
    Bj, Mari!!

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  5. Já vi em outros blogs falando desse livro, e parece ser bem interessante.
    Já estava animada pra ler, e essa resenha me animou mais (preciso do livro haha)!
    E eu estou adorando essa moda de distopias (na maioria das vezes misturanda com uma pitada de romance)!
    Já está na minha WishList *-*

    xoxo

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  6. Nossa gostei muito da resenha.
    Adorei os personagens da America e Maxon
    curiosa para descobrir o que vai acontecer na história e nos outros livros também. As capa são belíssimas!Obrigado pela dica!

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  7. Acho que a maioria das leitoras deve ser atraída pela capa linda. Amo capas com vestidos, principalmente se forem azuis. Tenho vontade de ler, mais pela parte distópica do que pelo romance.

    Pra mim, vale como distópico, sim… Sei lá, quando leio distópicos tipo Jogos Vorazes ou Feios, sempre fico imaginando as milhares de histórias interessantes de pessoas que simplesmente aceitaram a vida como ela era, sem querer fazer revolução nenhuma. Já leu Não me Abandone Jamais? É um livro fantástico, ambientado no nosso mundo, mas com um pequeno porém: a medicina evoluiu a ponto de criar clones para doação de órgãos. A protagonista não é aquela jovem cheia de garra que luta contra tudo isso, ela aceita o seu destino, e isso acabou sendo muito mais tocante pra mim. Então, voltando ao assunto, imagino que A Seleção seja mais ou menos nesse estilo (embora mais leve, claro). A America não luta, mas quem sabe o que a primeira candidata eliminada estará pensando? Acho que, pra quem estiver disposto a deixar a mente viajar, pode gerar uma reflexão bacana também. Mas, bom, isso é pra mim, leituras são muito pessoais, né? Cada um tem uma experiência diferente e uma não invalida as outras.

    (Acho que falei demais!)
    Cíntia Mara recently posted..Sorteio “O melhor de 2012”

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