Conversando com… Luiza Trigo + Resultado do sorteio de Carnaval!

Não sei se vocês viram, mas em março eu comecei uma nova coluna de entrevistas: Conversando com… Também tem uma coluna de (mini) entrevistas, mas essa coluna é pra uma entrevista mais longa e detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

Então, mês passado foi o mês de vocês fazerem perguntas para a Luiza Trigo, autora de Carnaval. E aqui está o resultado! Lembrando: a pergunta que a autora mais gostou de responder estará marcada em vermelho e a pessoa que fez a pergunta ganhará um exemplar de Carnaval! YAY!

  • De onde veio a inspiração para escrever Carnaval e como surgiu o título?

A minha cabeça na época estava a mil, então acho que ele veio de muitos pensamentos diferentes. O primeiro e mais importante é que na época eu estava lendo a saga Crepúsculo. Todo mundo estava falando nisso e em como o Edward era maravilhoso, não quis ficar de fora e resolvi ler também. Me apaixonei por ele como toda fã e li os livros muito rápido, pois achei a escrita da Stephanie Meyer muito fácil, apesar de ter cansado um pouco no segundo, quando ela começa a escrever no ponto de vista do Jacob. Quando cheguei no quarto livro, eu estava um pouco revoltada por não poder ter o Edward pra mim, porque “vampiros não existem, Luiza, acorda!”. Foi aí que nasceu a vontade de ler uma história em que o personagem fosse tão apaixonante como ele, que fosse de carne e osso, que eu pudesse encontrá-lo na esquina e que não brilhasse no sol. Felipe foi quem iniciou tudo isso. Na mesma época, eu estava falando muito com a minha família de Recife e com os amigos e estava morrendo de saudade. Era dessas saudades que doem, sabe? E da dor, da saudade de Recife e da vontade de um personagem “real”, nasceu o livro. O título inicialmente era “Amor de Carnaval”, mas eu achei que ele limitava a história. Amor de carnaval é normalmente aquele caso que não vai a lugar nenhum, não dura muito, as vezes não passa do feriado, mas sempre é muito forte. Daí o “amor” caiu para ter, quem sabe, uma continuação dessa história.

  • Algum carnaval em especial te marcou ou serviu de inspiração para escrever seu livro?
No mesmo ano que escrevi o livro (2008), eu passei o Carnaval em Recife e foi o melhor da minha vida. Pela festa e pela galera que estava comigo, que era maravilhosa. “Carnaval” nasceu a partir dessa viagem, e muitos dos lugares que a Gabi vai, eu também fui.
  • Já passou pela sua cabeça adaptar um livro para as telonas ou escrever um roteiro?

Todos os dias. Eu já tenho um curta lançado. Quem não conhece está no meu canal do youtube e no meu site. Já escrevi outro roteiro de curta e já pensei em escrever longa também. Mas a minha paixão mesmo é a TV. Um dos meus sonhos é escrever seriados para adolescente.

  • Dentre seus trabalhos cinematográficos e como escritora, qual você considera o mais desafiador? O que você sente em relação às suas obras?

Os dois são muito desafiadores. No caso da escrita, é um trabalho muito solitário e quase nunca temos o retorno imediato. O que é muito ruim, porque o retorno nos diz se estamos indo no caminho certo. A demora do processo de publicação também é bem difícil, tem que saber controlar a ansiedade, tem que ter paciência. Já os trabalhos cinematográficos são desafiadores por serem muito puxados. O curta que eu fiz, por exemplo, levou um mês e meio para ser produzido (entre pré-produção e filmagem) e no mês da gravação, eu perdi cinco quilos em vinte dias de trabalho. É muito cansativo, estressante e também tem aquelas vezes que a gente esquece de comer mesmo, porque tem muita coisa pra fazer. Apesar disso é muito gostoso e prazeroso ver o resultado e a resposta das pessoas. As minhas obras, de minha autoria (no caso, o curta e o livro), são os meus filhotes. Eu tenho uma paixão enorme por eles e cuido com muito carinho (Risos).

  • Nos últimos anos, o cinema “mudo” vem chamando atenção novamente. Você, como cineasta, consegue imaginar “Carnaval” sendo adaptado para as telonas nesta modalidade? Se sim, na sua opinião, qual seria a trilha sonora perfeita?

Eu amo cinema mudo, mas acho que Carnaval não tem nada a ver com essa linguagem. Só o nome pede barulho. (Risos) E eu acho que as conversas e os interesses dos personagens desse livro são muito importantes. Um dos momentos que eu mais gosto é quando a Gabi e o Felipe estão no quarto dele em Porto de Galinha conversando sobre música, filmes, arte… E é uma conversa muito importante para Gabi. A história não seria a mesma coisa sem os diálogos.

  • Como fã de Tim Burton, como você imagina que seria “Carnaval” sendo adaptado por ele?
Nossa, é difícil até de imaginar, mas acho que ia ser demais! Talvez fosse mais legal fazer em massinha, imagina?! O carnaval seria um pouco macabro e dark, mas não menos bonito. Eu imagino até os personagens desenhados por ele, com aqueles rostos redondos em cima e pontudos embaixo. A Gabi e o Felipe iam ficar muito fofos e os outros personagens teriam as suas características bem marcadas, como o francês, que seria bem espichado como o “Jack” e narigudo e a mãe de Matheus, que ele faria uma gordona bem fofa e engraçada.
  • Como você lida com as críticas que recebe, tanto negativas como positivas?

Eu acredito que cada um tem seu gosto e gosto não se discute. Não fico magoada, nem chorando pelos cantos (Risos). Eu só acho que quando o crítico pega um livro pra ler, ele tem que “encará-lo” como o leitor para quem foi feita aquela história e criticar pensando se é bom ou não pra eles e não para o próprio crítico. No caso do meu livro, ele foi feito para adolescentes. O público alvo são as meninas entre 13 e 17. Se eu atingir pessoas mais velhas, maravilha, fico muito feliz, mas elas não são a minha meta. Então não adianta uma pessoa muito mais velha ler e criticá-lo como se tivesse sido feito pra outra faixa etária. As críticas negativas sobre o livro tem sido pouquíssimas, quase nenhuma, na verdade. O que mais reclamam é sobre a rapidez do livro. E, sinceramente, fiquei muito feliz de ler isso, porque acredito que os adolescentes de hoje vivem na geração MTV, a geração que precisa de muitos “cortes”, que não se prende a uma mesma cena durante muito tempo. E não podemos só pensar nos jovens que já leem livros, temos que pensar em um todo e a grande maioria não gosta de ler e/ou tem preguiça, preferem ver um filme, programa ou ficar na internet. Então, quando falaram isso, fiquei satisfeita, pois acredito que posso atingir esses outros jovens também, talvez prender a atenção deles e, quem sabe, fazê-los se interessar pela leitura. Quanto as crítica positivas, elas são essenciais, pois são elas que me dão o empurrão para continuar seguindo em frente. Ela dizem “vai, que você tá fazendo certo”. 

  • Qual a sensação de ser publicada por uma editora grande como a Rocco, em um mercado tão competitivo como o atual, principalmente no que se refere ao cenário nacional? Como você se relaciona com sua editora? Foi difícil conseguir uma?

Não sei nem como descrever. Quando recebi a primeira resposta, eu chorei tanto, que vocês nem imaginam (Risos). A editora Rocco foi a minha primeira escolha e eu entrei em contato com uma das editoras internacionais de lá, que era amiga de uma conhecida da família. Liguei para saber como funcionava, para onde tinha que mandar, qual era a formatação certa… E na conversa, contei um pouco sobre a história do livro e ela ficou interessadíssima. Mandei, então, o “manuscrito” pra ela e ela me respondeu, em menos de dois meses, um email maravilhoso falando tudo de bom que tinha no livro. O processo todo foi muito demorado, porque como eu mandei para outra pessoa, o livro teve que passar pela avaliação novamente, dessa vez do pessoal da parte de livros nacionais. Mas mais uma vez foi aprovado e eu nem precisei procurar outra editora. Quanto ao contato com o pessoal, é maravilhoso. Todos são ótimos comigo e alguns são muito fofos. Sou muito bem tratada, é uma prazer enorme trabalhar com eles.

  • Em que momento da sua vida você percebeu que tinha o dom de escrever e de que poderia publicar um livro?

Quando fechei o contrato com a Rocco. Foi quando eu pensei “acho que fiz certo”! Aí eu juntei com os elogios de amigos e críticos e vi que eu tinha jeito pra coisa. Mas até então, eu não sabia se estava sendo louca de ter mandado o livro pra Rocco ou se aquilo daria em alguma coisa.

  • Quanto tempo levou para que você tivesse a ideia principal do livro e a pusesse em palavras?

Foi tudo muito rápido, eu não lembro quanto tempo demorou pra eu ter a ideia, mas não mais que alguns dias. Eu escrevi o livro em uma semana. Costumo dizer que um santo baixou em mim.

  • Se você pudesse escrever somente mais um livro em sua vida, qual seria o tema e o título do livro? Por quê?

Acho que seria o livro que estou escrevendo agora, que não tem título ainda, então fica um pouco difícil de responder a pergunta. É um história fantasiosa com seres inexistentes e mágicos. Eu sempre quis fazer, mas eu pensava em um filme de animação. Quando eu vi que tinha jeito pra escrever, fiquei com essa ideia encucada na cabeça.

  • Você acredita que “Carnaval” poderia ser retratado em qualquer lugar, porque a história não iria perder com isso, ou você acha que a cidade acabou por se tornar uma das protagonistas da sua história?

A cidade é, com certeza, um personagem muito importante no livro. Mas acho que poderia encaixá-lo em qualquer cidade brasileira. Salvador, Rio, Florianópolis… Nosso carnaval é muito marcante em todos os lugares e nossas cidades são lindas demais, então a gente podia trocar um passeio em Olinda por um passeio em Santa Tereza, a viagem a Porto de Galinhas por uma das praias da Bahia. Essas outras cidades também poderiam ter virado grandes personagens dessa história.

  • Li em algum lugar que você é fã de Jane Austen (assim como eu!), então… Se você pudesse viver em um dos livros dela, em qual seria e por quê?

Sou apaixonadíssima pelas histórias dela. Eu adoraria conhecer os personagens de “Emma”, mas acho que o escolhido seria “Orgulho e Preconceito”. Imagina… conhecer o Mr Darcy. Adoraria (Risos).

  • Já tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Ih, tenho muitos. Já tenho dois livros escritos, mas que ainda precisam ser revisados por mim. Estou escrevendo o meu quarto agora, mas a história ainda é surpresa. E outros projetos muito legais, mas todos ainda são muito secretos (Risos). Eu só gosto de contar quando tenho certeza de que vão se concretizar.

  • Se não fosse escritora, o que seria?

Já me fizerem essa pergunta algumas vezes e eu nunca consigo chegar em uma decisão (Risos). Eu prefiro “Se não fosse artista”, porque se for só “escritora”, tenho muitos lugares para fugir dentro de Cinema, que é a área que sou formada. Quando era novinha pensava em ser veterinária, mas eu desmaio com sangue e isso não ia dar muito certo. Então eu adaptei esse sonho e comecei a pensar em ser bióloga, eu queria cuidar dos animais fofinhos, mas essa ideia não chegou muito longe. Pensando em agora, nesse momento da minha vida, se tivesse que escolher outra coisa qualquer, seria confeiteira (Risos). Abriria uma confeitaria e viveria feliz fazendo doces. Hummm, que delícia!

Luiza, muito obrigada pela sua participação! Adorei suas respostas e seu entusiasmo!

Alguém faz coro comigo pra ter continuação de Carnaval, por favor! Eu morri com aquele final! =O

E quem ganhou um exemplar de Carnaval foi…………………………………. Isabelle Vitorino! Parabéns!

Mandarei um e-mail avisando do prêmio e ela terá três dias para me responder! Em breve sai o próximo Conversando com…! Obrigada pela participação de todos! \o/

No TweetBacks yet. (Be the first to Tweet this post)

4 Comentários em Conversando com… Luiza Trigo + Resultado do sorteio de Carnaval!

  1. Ai que linda a Luh (olha a intimidade!)! Adorei todas as respostas dela e fiquei muito feliz por ela ter gostado de responder a minha também. Espero um dia poder conhecê-la pessoalmente e lhe pedir um autógrafo.

    Beijos!

    P.S. Obrigada Mary pela oportunidade de entrevistar a Luiza. Adorei!

    [Responder]

    Luiza Trigo
    Twitter: lulytrigo

    Oba!! Parabéns!!! Depois me conta o que achou do livro. Se tiver twitter é @lulytrigo e senão, a minha pág no fb é “Luiza Trigo”. É pág, mas sou eu msm que respondo! =^^= Adorei sua pergunta, demoreeeei pra responder. rs

    Beijinhos procê e boa leitura!

    [Responder]

  2. Carnaval no estilo de Tim Burton seria foda! Totalmente dark e, eu que não gosto de carnaval, iria me apaixonar, por amar o ambiente dark… rs. Ótima pergunta. E a autora é bem simpática.

    Mariana, passa no meu cantinho, veja as novidades que fiz de artesanato. Adoraria sua visita.

    abraços,
    Luciana
    Folhas de Sonhos recently posted..Semana dos namorados

    [Responder]

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*


CommentLuv badge