Conversando com… Livia Brazil + Resultado do sorteio de Queria Tanto!

Não sei se vocês viram, mas mês passado comecei uma nova coluna de entrevistas: Conversando com… Também tem uma coluna de (mini) entrevistas, mas essa coluna é pra uma entrevista mais longa e detalhada. Além de ter minhas próprias perguntas, que eu irei juntar toda a minha criatividade pra fazer, também abrirei espaço para as perguntas de vocês, leitores. E, participando da coluna, você pode ganhar prêmios!

Então, mês passado foi o mês de vocês fazerem perguntas para a Livia Brazil, autora de Queria Tanto. E aqui está o resultado! Lembrando: a pergunta que a autora mais gostou de responder estará marcada em vermelho e a pessoa que fez a pergunta ganhará um exemplar de Queria Tanto! YAY!

Ah!, e a entrevista é SUPER especial porque hoje (05/05) é o aniversário da Livia \o/ Então, confiram a entrevista e dêem os parabéns a ela também 😀

  • Como é seu processo de criação? Você gosta de ouvir música enquanto escreve ou prefere silêncio?

Eu tenho muitas ideias quando tô ouvindo música, mas quando vou escrever mesmo, prefiro escrever sem música, senão embarco totalmente nela e esqueço da história. Mas não preciso de silêncio total, escrevi várias vezes em cafeterias, na barca, e sempre tem barulho por perto.

  • Publicar um livro sempre foi um sonho seu? Se não, quando foi que a ideia surgiu?

Sempre foi, desde a adolescência, quando escrevi um conto horroroso (mas que eu achava o máximo) sobre uma menina que se perde na floresta com um menino. Mas não escrevia minhas histórias pensando “essa eu quero publicar”. Eu sempre escrevi porque amo escrever, e se não escrevesse sentia que podia morrer (e não to sendo dramática. Ok, só um pouco).

  • Qual foi a parte mais difícil de escrever Queria Tanto?

Na verdade, Queria Tanto foi bem fácil de escrever. Foi a história mais fácil de escrever até hoje. Sabe quando você tem uma ideia e ela simplesmente flui? Foi o que aconteceu com Queria Tanto. Mas eu sei que foi pura sorte, minhas outras histórias não foram assim não.

  • Se você tivesse que refazer seu livro, você mudaria alguma coisa?

Não. E não por achar que o livro á maravilhoso ou coisa do tipo, mas porque, se mudasse alguma coisa, não seria o Queria Tanto.

  • A personagem principal foi baseada em alguém que você conhece? Se sim, em quem?

Não. A Alice foi mais baseada em mim, mas não como eu sou de verdade, mas em quem eu queria ser. Mas claro que algumas ideias malucas que ela tem são ideias que eu teria.

  • Como foi escrever um livro cuja personagem principal, que é heterossexual, se apaixona por um homossexual? Em algum momento você ficou com medo desse romance virar amor platônico ou essa era mesmo a sua intenção?

Eu nunca imaginei o Gabriel largando tudo e ficando só com a Alice. Ele é gay e não se deixa de ser gay. Então eu sabia sim que o amor da Alice iria virar platônico. Aliás, ele sempre foi, porque o que o Gabriel sentia pela Alice era só tesão, que não é amor. O que nem eu entendo é como ele sentia tesão por ela, mesmo sendo mulher, mas como em ficção pode tudo… hahahahaha

  • Você aborda a homossexualidade no seu livro como uma questão social ou apenas como uma característica do personagem?

É apenas uma característica do personagem mesmo, mas se ajudar para as pessoas aceitarem melhor os homossexuais, ótimo!

  • Como criar uma história que seja coerente temporalmente e nas características dos personagens ao longo de um livro longo sem se perder?

Bem, a primeira coisa que faço ao escrever uma história é uma biografia do personagem, seja ele principal ou não. E é a parte mais divertida pra mim. As características podem ou não aparecer nas histórias, mas é importante ter tudo escrito exatamente pra não ser incoerente com os personagens. E na medida que você vai escrevendo, os personagens parecem começarem a conversar com você, você os conhece muito bem, então fica ainda mais difícil alguma incoerência em relação a eles acontecer. Para não me perder com a história, toda vez que vou escrever mais uma parte, releio o que escrevi antes, ou vou a alguma parte bem anterior da história pra garantir que aquilo não aconteceu ou já aconteceu, pra não haver nenhum erro. Às vezes, mesmo com essas precauções, algum errinho acaba aparecendo, mas é importante tentar evitar.

  • Quais livros influenciaram você a ser escritora?

Eu sempre gostei de escrever, escrevo desde criança. Mas o primeiro livro que li e pensei “eu preciso escrever e não parar nunca mais” foi Carta para alguém bem perto, da Fernanda Young. Fiquei embasbacada com o estilo dela e com o texto, que me fazia ficar pensando por horas. Mas também sou louca pelo estilo do Nick Hornby, o dia que eu conseguir escrever tão bem quanto ele, serei a pessoa mais feliz do mundo.

  • Você tem um “esquema” diferente entre montar um roteiro e escrever um livro?

O esquema de preparação é basicamente o mesmo. Fazer biografia dos personagens, conhecer muito bem cada um deles, ter anotado mais ou menos o que você quer que aconteça. Mas a estrutura de um roteiro e de um livro são muito diferentes. Como o roteiro vai virar um filme, e no filme a imagem é muito mais importante, você tem que se preocupar em passar a mensagem mais com imagens do que com falas, por exemplo. Não que o diálogo não seja importante, mas às vezes ele se torna desnecessário. É bem diferente sim, são coisas diferentes em que você tem que pensar e valorizar em cada um, por isso é tão difícil transformar um livro em filme.

  • Quais seriam os maiores desafios para contar a história do seu livro nas telonas?

Como o livro é escrito em forma de diário, acho que o mais difícil seria passar as ideias, os pensamentos da Alice pra tela. Os acontecimentos não são complicados e acho que seriam fáceis de passar pra tela, mas o que ela pensa sobre eles seria mais difícil, porque não dá pra colocar ela falando sozinha, pensando alto o que ela achou, ficaria meio ridículo.

  • Em meio a tantas adaptações de livros para o cinema, você gostaria que seu livro fosse adaptado? Como autora e roteirista, você faria a própria adaptação ou preferiria que outra pessoa a fizesse?

Nossa, claro que eu amaria ver a história da Alice Maria no cinema! Na verdade, como eu sou super apaixonada por cinema, toda história que eu escrevo eu tenho a vontade de ver transformada em filme. E eu mesma gostaria de escrever o roteiro. Sou meio apegada demais às minhas histórias e personagens e ficaria uma fera se mudassem qualquer coisa do meu texto. Mas se eu percebesse que não daria conta do recado, não teria problema algum em passar pra um roteirista profissional mesmo.

  • Qual é a sua maior inspiração?

Pra escrever os livros, coisas que acontecem no cotidiano. Tento prestar atenção em tudo que acontece a minha volta pra colocar no papel depois. E música, claro. Na vida, meus pais, que sempre batalharam muito pra ter a vida que queriam e ser aquilo que queriam ser, e me dar tudo que eu tenho, material e não material (que é o mais importante).

  • O que você “queria tanto” e já conseguiu?

Um namorado! Hahahahaha É clichê, mas é verdade! Meu sonho de adolescente hiper ultra mega romântica sempre foi ter um namorado e agora eu tenho. Só espero que ele não leia essa entrevista senão vai ficar todo se achando. Hahahahhaha

** Mary, muito obrigada por me ceder esse espaço no seu blog. E obrigada a todos que mandaram perguntas pra mim! Espero que todos vocês riam muito com as loucuras da Alice Maria! Beijocas! **

Obrigada a você pela participação, Livia! Eu adorei a leitura do seu livro, adorei conhecer a Alice Maria e adorei ainda mais o que você respondeu sobre ela e seu livro! E feliz aniversário! Que mais esse novo ano traga muitas conquistas, saúde e paz!

E quem ganhou um exemplar de Queria Tanto foi………………….. Viviane E.! Parabéns!

Mandarei um e-mail avisando do prêmio e ela terá três dias para me responder! Em breve sai o próximo Conversando com…! Obrigada pela participação de todos! \o/

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11 Comentários em Conversando com… Livia Brazil + Resultado do sorteio de Queria Tanto!

  1. Adoro essa seção aqui no blog \o/
    Achei muito legal a resposta dela sore montar os personagens… criar eles inteiros para depois começar a história em si, para não ter incoerências o/
    e ri da última pergunta, achei bem criativa hahaha beijos!

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  2. Adorei que minha pergunta foi respondida!!!
    Que pena que não ganhei, mas mesmo assim, obrigada à autora pelo carinho e muitas felicidades para ela.

    Beijos!

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  3. Ah…eu sempre acho que meus textos (horrorosos) são otimos. Ainda não havia ouvido falar desse livro, se ouvi não lembro, mas parece ser muito interessante. Otima entrevista; Bjkss

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  4. Adorei a entrevista, ainda não conhecia “Queria Tanto” mas a autora parece ser uma fofa. E eu ri com a história do conto que ela escreveu quando era adolescente e achava que era “o máximo”, acho que todo mundo já passou por isso.

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