Resenha: Dark Prince | Christine Feehan

Mikhail Dubrinski é um poderoso Cárpato – na verdade, o Príncipe deles – quase tomado pela escuridão e pelo desespero. Sua raça é diferente de tudo o que os humanos pensam conhecer por meio de suas lendas e suposições; por exemplo, uma das coisas mais importantes para um Cárpato é a sua companheira, que é colocada à frente de tudo e todos. E Mikhail está desesperado e pronto para se entregar à escuridão por ainda não ter achado sua companheira. Raven Whitney o salva, com seu poder telepático, que a está destruindo.  Raven está na cidade para descansar de seu poder, que ela usa para capturar serial killers, e o encontro – mental e físico – com Mikhail a assusta e a encanta. Apesar do seu poder, Raven é uma humana, e eles terão que lutar contra a própria natureza Cárpato para ficarem juntos.

Christine Feehan é uma já bastante conhecida lá fora, e essa série dos Cárpatos é imensa, com mais de vinte livros. Esse primeiro foi lançado lá nos EUA em 1999. Já por aí dá pra ter uma noção de algumas diferenças tecnológicas e culturais na história. Antes de ler o livro, pensei na Feehan escrevendo no estilo da J.R. Ward, da Gena Showalter, da Lara Adrian. Depois de ler o livro, percebi que ela tenta escrever no estilo (sem sucesso, pelo menos pra mim, nesse primeiro livro).

A narrativa demorou pra me conquistar, a história demorou a se desenrolar e os personagens não chegaram realmente a me conquistar. A narrativa da autora é 80% sexo. Confesso, adoro histórias hots, mas não é só disso que se faz um livro. Se a história melhora durante a série, esse primeiro livro é terrivelmente introdutório. O plot só desenrola um pouco nas 100 últimas páginas e pra mim foi tão estranho, eu até já tinha “esquecido” que OH, ~tem~ uma história no meio de todo o sexo. Os personagens poderiam ser melhores, mas não são. A Raven é até uma personagem forte, mas acaba se submetendo ao Mikhail tão rapidamente que não condiz com a personalidade que ela deveria ter. E o Mikhail tinha tudo pra ser aquele personagem meio badboy, meio derretido-pela-companheira (e ele até tem um pouco disso), mas ele não me conquistou por seu comportamento incrivelmente machista e superprotetor e superpossessivo, ao extremo. Assim, ele tem tudo o que ele deveria ter, mas de um jeito muito exagerado que acabou estragando ele. Dá pra entender?

Acredito que a série possa ser melhor com o passar dos livros (afinal, 20 livros não saíram do nada, né…), apesar de não ter gostado da escrita da autora. Os Cárpatos são criaturas sobrenaturais bem diferentes do que normalmente vemos por aí (parece uma mistura de várias coisas, mas enfim, ficou interessante no fim), e se a autora explorar mais a vida e a cultura deles nos próximos livros, talvez eu passe a gostar da história.

Além de tudo isso, a edição desse livro foi uma das – senão a pior – mais ruins que eu já tive em mãos. Erros de todos os tipos – ortográficos, pontuação, digitação, espaçamento, tradução -, um descuido só. A editora já se pronunciou dizendo que um nova edição será feita, toda linda e nos trinques, mas o que aconteceu com os revisores dessa primeira edição? Entraram em greve? Inúmeros erros me fizeram ler e reler a mesma frase, o mesmo parágrafo, me confundindo toda. Péssimo.

Livro: Príncipe Sombrio

Série: Os Cárpatos #1

Autora: Christine Feehan

Lançamento: 2011

Editora: Universo dos Livros

Links:Skoob

Classificação:

No TweetBacks yet. (Be the first to Tweet this post)

6 Comentários em Resenha: Dark Prince | Christine Feehan

  1. nossa péssimo, essa série tem uma junção de coisas que me fazem odiar um livro:
    *trabalho porco de editora
    *10000000000 de continuações
    *escrita ruim
    portanto, não passarei nem perto

    [Responder]

  2. Amor e ódio…
    Já li resenhas de gente que amo o livro e gente que “não gostou tanto”!
    Meu interesse por ele já era 0..
    Depois dessa resenha foi pra -1!
    Outra coisa que me desanimou foi saber que a série tem 20 livros..
    É mto livro de uma mesma história…
    Canso dos personagens, acho q não conseguiria acompanhar!
    AUhauhuahuahuah…

    Mas aguardo as próximas resenhas, das continuações..
    Quem sabe não me façam mudar de idéia!

    Beijaum

    [Responder]

  3. Eu acho bem complicado esses livros eróticos que tem uma pitada de fantasia, por que sempre, há o machismo. Já li muitos livros com essa temática, e querendo ou não, aquela história de “Você é minha” e de a mulher largar tudo para viver com o “seu” macho alfa para não deletar o “mundo” dele sempre acontece. É uma unanimidade do gênero! #fato
    Hoje a única série nesse gênero que eu acompanho é a Irmandade da Adaga Negra, apesar dela apresentar todos esses pontos negativos eu já me acostumei com a história e passei a gostar dos irmãos. Mas certamente uma coisa que eu não farei é comprar um livro (que tem tantas críticas) com um zilhão de livros a mais que dão continuidade a história… Principalmente, por que eu meio que me sinto obrigada a comprar e ler toda a série, mesmo quando eu não gosto.
    No mais, sua resenha está maravilhosa, pois você conseguiu expressar sua opinião sem ser tendenciosa. Adorei!

    Beijos!

    [Responder]

    Mariana Paixão
    Twitter: marypaixao

    Isabelle, também leio (e adoro) vários livros que tem essa coisa de “você é minha” e blá blá blá, mas nesse livro é MUITO mais forte. Mas o pior de tudo é que a história TODA gira em torno disso. No final é que tem alguma ação, alguma coisa diferente. O relacionamento deles soou incrivelmente fajuto pra mim. Não gostei da maioria das coisas.
    A diferença crucial desse livro pra IAN e pros livros da Gena Showalter, por exemplo, é que eles têm um contexto por trás do romance, tem algo a mais que auxilia o romance a continuar.
    Nesse livro não tem isso.

    Beijos!

    [Responder]

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*


CommentLuv badge