
Júlio Fontana é o delegado da pequena cidade de Novo Salto. Num dia que parecia tão normal quanto os outros, o carro de sua namorada é encontrado vazio em frente a uma loja de conveniência, e com isso Júlio descobre o começo de uma cruel e desenfreada vingança contra ele. As pistas são escassas e o desespero só aumenta enquanto tudo indica que o objetivo ainda não foi alcançado. O tempo corre e Júlio precisa impedir que os ataques sórdidos cheguem à sua única filha.
Frenético é a palavra para esse livro. Quando você começa o ritmo da leitura é tão instigante que você precisa continuar lendo pra saber o que vai acontecer nas próximas páginas. Cada nova descoberta é mais uma pista pra resolver o mistério, e cada pista traz algo inimaginável. A narrativa é em primeira pessoa, com a perspectiva do Júlio, então tanto o personagem quanto o leitor vai descobrindo aos poucos cada detalhe da história, ao passo que o assassino parece saber bastante sobre a vida de Júlio.
Pra mim, além do suspense frenético, o ponto forte do livro são os personagens. Eles são incrivelmente reais. Acho que nenhum personagem me deixou tão incerta quanto a odiá-lo ou entendê-lo quanto o Júlio. Até agora não sei, na verdade. Até a Laura, que é a filha dele de dezesseis anos, tem uma personalidade intempestiva que me espantou bastante logo no começo do livro. E por falar em pontos “fortes”, o livro é cruel. É sórdido, agoniante, algumas vezes pavoroso, incrivelmente perturbador. O autor não mede palavras nas suas passagens e descrições.
Um ótimo thriller, de arrepiar. Achei o final inusitado, não imaginaria algo do tipo pra um livro desse. O que acaba sendo mais um ponto forte, pela total surpresa. Parabéns e muito obrigada ao Ricardo, por me mandar o livro. A leitura super valeu a pena!
Livro: 72 horas para morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Lançamento: 2011
Editora: Novo Século
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