
Fruits Basket, da Natsuki Takaya. Esse mangá conta a história de Tohru Honda, uma garota que perdeu os pais muito cedo e, por isso, aprendeu a ser forte. Para não dar trabalho ao seu avô, ela decide morar sozinha… em uma barraca, no meio da floresta. Mas depois de um tufão, a barraca é destruída e ela é “salva” (ok, nada tão heroico assim… ele apenas oferece a ela um quarto de hóspedes na casa dele) por Yuki Sohma, considerado o Príncipe da sua escola… apesar de ele ser meio estranho. O que Tohru não sabe – e acaba descobrindo logo nos primeiros dias de sua estada na casa da família Sohma – ele mora com seu primo, Shigure – é que tanto Yuki, como Shigure, como outros integrantes da família Sohma são amaldiçoados: eles têm o espírito dos animais do Horóscopo Chinês dentro de si, e quando são abraçados por alguém do sexo oposto ou quando ficam fracos, eles se transformam nos respectivos animais.
Pra quem não conhece a lenda do horóscopo chinês: segundo a lenda, Deus daria uma festa e mandou convidar todos os animais, pedindo para que eles não se atrasassem. Assim que soube da festa, o Rato foi até o Gato e o enganou, dizendo que a festa seria outro dia. Com isso, no dia da festa todos os animais estavam presentes, exceto o Gato, que esperava ansioso o dia da festa. Com isso, o Gato ficou de fora do Horóscopo Chinês.
Sobre o título do mangá: Fruits Basket é o nome de uma brincadeira conhecida no Japão, onde cada participante leva o nome de uma fruta. Só que a Tohru, quando brincava na escola, sempre era o “bolinho de arroz” (onigiri), que, obviamente, não é uma fruta, por isso era meio esquecido.
Decidi começar a falar realmente sobre mangás e suas histórias com esse porque foi o primeiro mangá que eu li e é o meu favorito. A história é muito interessante, muito diferente. Acho que pra ler essa história e realmente gostar, você precisa entrar fundo nela. Uma coisa que é bem marcada nesse mangá (e é presente na grande maioria dos mangás, já que é um traço cultural japonês) é a inocência. A Tohru é uma – senão a mais – inocente personagem que eu já li sobre e muitas pessoas talvez não gostem tanto do mangá por causa desse aspecto, que é totalmente diferente da nossa cultura. Ela é inocente, ela é forte, ela é ingênua, e ela pode até ser idiota às vezes; mas, pra mim, esse é um dos pontos fortes do mangá. O amadurecimento dela – sem deixar de lado essa ingenuidade cativante – é incrível.
A Tohru vai, com o passar do tempo, conhecendo todos os integrantes da família Sohma e, pouco a pouco, começa a fazer parte dela também – apesar das diferenças, do medo, da insegurança, do incrível poder que o Patriarca da família (que a odeia) exerce. Cada personagem tem uma história cativante, emocionante e difícil. Cada personagem vê a Tohru de um modo diferente, mas que os leva a mesma coisa: ter mais força pra viver.
É, soa meio dramático. É dramático. Chorei litros logo no segundo volume – são 23. Mas também tem partes engraçadas, tem partes quase normais de uma vida colegial, as partes de romance são as mais lindas ever. Ok, o romance. Sabe quando eu disse que a Tohru é inocente? E que inocência é uma marca cultural forte japonesa? Então, é esse tipo de romance que existe no mangá. Mas sabe aquele romance que é construído aos poucos, com a convivência, com a ajuda mútua, com as pequenas coisas? Pra mim, é o mais lindo de todos.
O mangá foi publicado lá no Japão em cerca de sete anos e, ao longo do tempo, o traço evoluiu muito, assim como a história. Aqui o mangá começou a ser lançado pela JBC em 2005, creio, e acho que terminou em 2008. Foi feito também um anime, com 26 episódios, mas que retrata apenas até o sexto volume do mangá.


Espero que gostem e se interessem! Se quiserem participar com mais imagens (sem spoilers, hein!), deixem nos comentários! Adoraria ver, de quem já leu, uma parte que realmente gostou! \o/
Mangá: Fruits Basket
Volumes: 23
Autora: Natsuki Takaya
Editora: JBC
Preço: R$9,80
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