Resenha: Wife 22, Melanie Gideon

Alice Buckle tem 44 anos, é casada, mãe de dois filhos e está tentando descobrir o porquê de sua vida ter mudado tanto depois de quase vinte anos de casamento. Por que as coisas com seu marido William não são como antes? E será que seus filhos têm algum problema sério? Um dia, Alice recebe uma proposta para participar de uma pesquisa sobre casamento, e o questionário pode ajudá-la a descobrir essas respostas.

Alice é a anônima Esposa 22 no questionário que o Pesquisador 101 faz para ela. A cada pergunta Alice volta ao passado, responde suas maiores angústias, seus maiores medos, suas maiores alegrias. Também reflete seu presente, indagando-se sobre si mesma e sua família, ao contar um pouco de sua rotina e compartilhar suas mensagens de celular, e-mail, twitter e facebook.

O que mais me surpreendeu nesse livro foi por ser tão atual. A comunicação digital é algo extremamente comum nas nossas vidas, mas não é tão utilizada em seus formatos normais nos livros. Durante toda a história a Alice se comunica e tenta entender as mensagens deixadas nas redes sociais. Foi isso também que me chamou a atenção para o livro em si.

Quando li a sinopse, fiquei com um pé atrás pela Alice ser tão mais velha que eu e já ser casada e com filhos. Fiquei com medo de não conseguir me identificar com ela. Mas apesar de nossas situações de vida serem bem diferentes, consegui sim me identificar com vários anseios e angústias dela. Achei isso muito legal. Também me diverti com os pensamentos e as teorias nonsense dela, principalmente em relação aos filhos.

Gostei bastante da leitura. Um livro sem muitas pretensões, uma história fluida, uma personagem cativante, uma experiência de vida interessante. Recomendo pra quem gosta de histórias que nos fazem pensar sobre nossas próprias escolhas.

Livro: Esposa 22

Autora: Melanie Gideon

Lançamento: 2012

Editora: Intrínseca

Links: Skoob

Classificação: 

Coverflip 1.1

coverflip

Estou atrasada. O Coverflip já aconteceu, já terminou, e eu estou começando a falar dele por aqui agora. Mas não tem problema, essa ideia da Maureen Johnson é sensacional. Provavelmente vai reverberar por anos e anos, é daquele tipo de ideia que nunca vai sair de moda.

Então, o Coverflip se trata de um projeto de redesenhar capas para o gênero oposto. Ou seja, se um livro foi escrito por uma mulher, tente imaginar como seria a capa se o mesmo livro tivesse sido escrito por um homem. E vice-versa.

Estava olhando as imagens desse projeto esses dias e me veio uma ideia de pensar sobre isso aqui no blog. Principalmente depois que vi essas capas:

 

O livro da esquerda é o original, e o da direita é um coverflip (feito por essa pessoa). Esse livro está na minha lista de desejados há muito tempo, mas assim que eu vi esse coverflip me peguei pensando “como assim eu quero ler esse livro?”. E um segundo depois eu pensei “e por que eu não poderia querer lê-lo?”.

Isso tudo nos leva a questões de gênero muito maiores, ideias que foram submetidas na nossa sociedade há muito tempo atrás. Entranhando em todos os motivos e consequências disso, acabamos indo de encontro também à questão mercadológica. Porque uma editora faz um determinado estilo de capa para ser vendável, certo?

Tenho um amigo que vive “reclamando” das minhas escolhas literárias por causa desuas capas. Ele nunca leria esse livro da Kacvinsky, mas talvez tivesse vontade de ler se a capa fosse essa do coverflip.

Gostaria de propor uma atividade: o que essas capas passam pra vocês? Se vocês vissem essas duas capas na livraria, o que pensariam sobre as histórias desses livros? Comprariam ambos, um dos dois, nenhum — só pela capa? Espero os comentários de vocês! Próxima semana falo do que se trata realmente esse livro, pra vocês tirarem suas próprias conclusões sobre a melhor capa!

Welcome to Sanditon! #DominoDay

Vocês lembram que eu falei aqui no blog há algum tempo sobre The Lizzie Bennet Diaries, né? (não viu? clica aqui!). Eu adorei essa websérie, chorei litros com o final, me perguntei WHY GOD WHY tinha que terminar tão cedo… mas começa hoje uma nova websérie para surtar acompanhar!

Pra quem não conhece, The Lizzie Bennet Diaries é uma adaptação moderna do clássico Orgulho e Preconceito da Jane Austen. E essa nova websérie que começará hoje também é uma adaptação de uma das obras da Austen — dessa vez acompanharemos a história de Sanditon, uma das histórias não acabadas da autora. A história original conta com apenas onze capítulos e gira em torno de uma cidade e de suas famílias.

Acompanharemos a história de Sanditon via Gigi Darcy, irmã de William Darcy, de O&P. Ela está se mudando para Sanditon para lançar a versão beta do aplicativo Domino. Esse vídeo daí de cima é o prólogo, o primeiro vídeo dela antes de chegar em Sanditon. O Domino é um aplicativo social feito pela Pemberley Digital, empresa do Darcy. No youtube da empresa dá pra assistir os vídeos da Gigi fazendo o teste alfa do app — que também faz parte da história de The Lizzie Bennet Diaries.

Além de histórias incríveis e adaptações MUITO bem feitas, sabe o que é ainda mais legal nessas webséries? Os processos de transmídia! Transmídia é quando há uma conexão de um projeto entre várias plataformas (tipo youtube, twitter, facebook). Sabe aquela sensação que a gente tem às vezes de querer que o livro seja mais do que apenas aquela história que a gente tá lendo? Transmídia é isso! É extrapolar a história, levá-la para todos os tipos de meios de comunicação! E Sanditon ainda faz mais! Você – sim, você mesmo! – pode ser um morador da cidade! Pode criar sua própria vida lá para interagir com outras pessoas da cidade e os personagens (ainda não sei bem como isso vai acontecer, estou morrendo de curiosidade!)

Então, preparados? Eu estou, e ansiosíssima, também! Get ready! Saiba mais e acompanhe os links no site oficial! Acompanhe no twitter e no facebook! It’s #DominoDay!

Resenha: Changing the Game, Jaci Burton

Gavin Riley é jogador de baseball e irmão de Mick Riley – protagonista do primeiro livro dessa série. No fim desse primeiro livro, Liz Darnell, agente esportiva de Gavin, o beija sem mais nem menos. Isso faz com que Gavin comece a desejar Liz – e não apenas reparar quão bonita ela é – e os leva a um caso que pode render muito mais do que o tempo fora da temporada.

Apesar de ser uma série, esses livros podem ser lidos sem ordem. Não é como se o final fosse uma grande surpresa, né? Mas o que vale neles é o desenvolvimento. E Jaci Burton sabe muito bem desenvolver ao máximo seus personagens.

Como eu adorei a história do Mick, tinha altas expectativas pra esse livro. Acho que uns 80% dessas expectativas foram cumpridas. A história de Gavin e Liz tem menos dilemas, mais sexo, mas a transição da situação dos personagens acontece de forma lenta e deliciosa.

O melhor mesmo é que no primeiro livro conhecemos um lado da Liz e nesse livro conhecemos outro lado totalmente diferente. Foi lindo como a autora conseguiu dar a volta por cima em todos os sentimentos ruins que tive com a personagem de um livro pro outro.

Livro: Changing the Game

Série: Play by Play #2 | #1

Autora: Jaci Burton

Lançamento: 2011

Editora: Berkley Heat

Links:Skoob | Goodreads

Classificação:

3anosdeblog1Promoção válida até o dia 13/05!

3 anos de blog!

dd3b13c3241711a37a9410596e28f376

GENTE! Começou o mês de aniversário do blog S2! Que emoção!

Pois é. O Muito Pouco Crítica vive há três anos. O blog tá no meu Top 3 de melhores-coisas-que-eu-já-fiz-na-vida. That important. Orgulho define, transborda, me enche de alegria.

Nos últimos seis meses o blog anda meio paradinho, não tenho postado com tanta frequência quanto antes, mas espero que me perdoem e não pensem que o blog (ou minha vontade) está acabando!

Então, posso falar? CLARO que vai ter promoção! Aniversário sem presente não é tão legal, né? Fiquem ligados nos posts do mês, quem sabe o que eles trarão? ;)

Obrigadíssima a todos que me acompanham desde o começo, desde o meio, desde hoje. Obrigada a todos que entram todos os dias, todos os meses, a cada lembrança. Obrigada a todos que já leram um livro por causa do blog. Obrigada a todos que se lembram de mim por causa do blog (ou vice-versa). É muito bom compartilhar toda essa paixão por livros com vocês! *_*

E que venha mais um ano, ainda melhor, com mais novidades! Bienal do RJ vem aí *_*! Espero conhecer muitas pessoas novas por lá S2