Resenha: Bed of Roses, Nora Roberts

Emma é a protagonista desse segundo livro da série Quarteto de Noivas. Ela é a decoradora da empresa de organização de casamentos Votos, fundada por Emma e suas três amigas. E mesmo a empresa sendo um sucesso por causa do ótimo trabalho que elas fazem, algumas pessoas a ajudaram a começar e ir adiante, inclusive Jack Cooke, melhor amigo do irmão de Parker.

— PRÓS —

  • A ideia dessa série é muito bonita, e a Nora Roberts tem aquela narrativa que faz tudo soar muito melhor. Eu gostei muito do primeiro livro da série, e também gostei desse segundo, apesar de algumas ressalvas. O que eu quero dizer é que apesar dos tropeços da personagem desse segundo livro, toda a parte de organização e de amizade e de relacionamentos entre os amigos é muito boa.
  • Isso pode ser um pró só pra mim, mas eu realmente adoro toda a parte da organização de casamentos em si. Adoro o planejamento, a seleção de tarefas e os imprevistos que acontecem. E é TÃO legal ver quão boas as quatro personagens são em seus trabalhos! Elas são incríveis, altamente profissionais e tudo parece ficar MUITO lindo!
  • O romance do livro, até certo ponto, também é muito bom. É bom eles já se conhecerem, é bom eles terem essa tensão há um bom tempo. Eu realmente gostei da base, do começo de tudo. Como termina é que não funcionou pra mim.

— CONTRAS — 

  • O que foi um fator contra e deixou o romance bem nonsense pra mim foram as altas expectativas da Emma. E como ela é control-freak. E, bem, basicamente todo o conceito de romance dela. Ela tem ideias fixas de como um relacionamento deve ser, e o cara perfeito que satisfizer tudo o que ela “precisa” tem que agir exatamente como ela quer, porque senão não vai dar certo. É um pensamento bem imaturo e egoísta. E, bem, o livro tem um final feliz, então a autora criou esse cara perfeito que aceita tudo o que ela quer! Ela só esqueceu de criar um personagem que mostrasse que não é bem assim que acontece na vida real. Na vida real, a Emma soaria mais como uma maníaca controladora com síndrome de princesa.

Opinião final: 3,5/4 estrelas. Ok, a Emma às vezes dá nos nervos com a vida perfeita que ela quer ter com o relacionamento perfeito com o cara perfeito. Mas quem não quer isso, né? Não deixa a história ruim por causa disso, só tira um pouco da veracidade que a história teve, por exemplo, no primeiro livro com o Carter e a Mac!

Livro: Mar de Rosas
Série: Quarteto de Noivas #2
Autora: Nora Roberts
Lançamento: 2014
Editora: Arqueiro
Links:Skoob | Goodreads
Classificação:mpcmpcmpcmpc
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Resenha: A Morte é Legal, Jim Anotsu

Andrew é um garoto de 19 anos que mora em Dresbel e que quer ser escritor, mas não sabe muito bem por onde começar. Andrew é apaixonado por Briony, sua melhor amiga, mas não consegue se declarar. Sua chance para mudar essa situação vem na forma de Ive, a garota de cabelos verdes, filha mais nova da Morte, e sua aventura pessoal para alcançar o que deseja.

Essa não vai ser uma resenha de prós e contras porque esse livro foi pra minha lista de favoritos. Quer dizer, eu tenho um contra apenas, que é a falta de revisão, mas a história é incrível.

Pra começar, o prefácio. Quem o escreve é o Jacques Barcia, que avisa que esse livro é como um coelho branco: nunca é o que realmente aparenta. À primeira vista, você pode pensar que é apenas a história de um garoto apaixonado pela melhor amiga. Ou a história de uma aventura para encontrar algo que satisfaça algum desejo. Ou ainda a história de dois irmãos, órfãos de mãe, que buscam algo mais em suas vidas. E a história é tudo isso, de certa forma. Mas também é muito mais. Escondido nas entrelinhas, entre as diversas referências culturais e se desdobrando a cada virada de página, você encontra um mundo, vários mundos, e todos eles fazem a história ser o que é. E fazem os personagens serem o que são. E conta tudo isso numa narrativa fluida, divertida, poética e bem trabalhada.

O que eu mais gostei nesse livro foi a diversidade e os desdobramentos. O Andrew quer ser escritor, é apaixonado pela melhor amiga, tem interesses diferentes, embarca numa aventura com a filha mais nova da morte, encontra várias e várias criaturas sobrenaturais — cada uma melhor do que a outra, tantas personalidades! –, corre riscos e muda seus conceitos. Todos os personagens que ele encontra em seu caminho é incrível e muda algo no Andrew. E ainda tem as partes da Amber, irmã do Andrew, que quer ser rapper, tem um melhor amigo que é seu companheiro rumo ao estrelato, e ela já tem todo o caminho resolvido e vai lutando pelo seus desejos com unhas e dentes. Algumas coisas são mais difíceis do que ela previa, mas só servem pra que ela se fixe mais no que deseja. É interessante notar essas diferenças entre os dois irmãos: no começo, um tá meio perdido, sendo levado pela vida, e o outro já sabe o que quer e só caminha praquilo; e no final, ambos estão mais fortes, mais centrados, mais certos de si mesmos. O Andrew pode ser um pouco difícil no começo por causa do seu jeito emo/loser, mas é a personalidade dele, que vai sendo moldada pelo resto do livro.

Esse livro começa com o maior dos clichês mas se desenvolve de tal maneira que deixa você fissurado. Você precisa saber o que vai acontecer. Precisa saber como vai terminar. Precisa saber todos os motivos e todas as consequências. É uma aventura e tanto. Se você gosta de descobrir novos mundos e viajar entre situações sobrenaturais, esse é o livro pra você. E, enquanto você viaja, você também reflete sobre as consequências de todos os atos, de todas as decisões, de todas as ações que, por um lado parecem egoístas (e talvez até sejam realmente), mas que você acaba achando um porquê mais pra frente.

Então, leiam esse segundo livro do Jim, leiam também o primeiro, Annabel & Sarah, e se preparem pro terceiro livro dele, que vai sair esse ano, na Bienal do Livro de São Paulo, pela Editora Gutenberg!

Livro: A Morte é Legal
Autor: Jim Anotsu
Lançamento: 2012
Editora: Draco
Links: Skoob | Goodreads
Classificação: mpcmpcmpcmpcmpc

Resenha: Schroder, Amity Gaige

Erik Schroder é apenas um jovem imigrante alemão nos Estados Unidos quando, ao se inscrever em uma colônia de férias, muda seu nome para Eric Kennedy e assume uma personalidade que, para ele, descreve um cidadão americano. Anos depois, Erik conta toda a sua história em forma de uma apologia confessional para o seu comportamento, desde o começo do seu fracassado casamento até a acusação de sequestrar sua própria filha.

— PRÓS —

  • A narrativa da autora foi o que me fez terminar esse livro. A forma quase poética com que ela narra os acontecimentos na visão em primeira pessoa é muito bonita. A parte histórica, mostrando um pouco da vida de imigrantes alemães nos EUA e os subúrbios das cidades lá dos anos 80 é interessante, também. O livro é bem escrito, a história em si é interessante, mas os personagens estragam tudo.

— CONTRAS — 

  • O que matou o livro, pra mim, foram todas as decisões erradas que o Eric toma. Eu não consegui me simpatizar com ele em nenhum momento. Durante a leitura, a impressão que eu tinha era que todas as ações dele eram milimetricamente pensadas para ser como um americano faria, mas tudo muito forçado, fora de eixo. Quando a vida dele sai da fórmula que ele sempre sonhou, ele se desespera e tudo vira caos.
  • Mesmo sendo uma história contada em primeira pessoa sobre o próprio Eric, sua juventude como imigrante e sua vida com Laura e Meadow, não dá realmente pra se conectar com nenhum deles. Os sentimentos da ex-esposa e da filha não são aprofundados com a narrativa na perspectiva do Eric, e sobre os sentimentos dele, tudo parece uma loucura improvisada. Como eu disse no ponto anterior, quando a vida dele sai da fórmula que ele planejou, ele simplesmente não sabe mais como lidar com ela. Ele tentou tanto ser Eric Kennedy, que a pessoa que ele realmente é parece um desconhecido.

Opinião final: 2.5/3 estrelas. Talvez um pai ou uma mãe se identifique mais com os personagens ou a situação desse livro. Talvez uma pessoa mais interessada em biografias também goste mais dele. Não faço parte de nenhum dos casos. Mas achei a escrita da autora boa, de certa forma poética, o que me faz pensar que o problema seja comigo e com a história.

Livro: Schroder
Autora: Amity Gaige
Lançamento: 2014
Editora: Intrínseca
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Classificação: mpcmpcmpc
SELO BLOG

Resenha: Swoon, Nina Malkin

Nada acontece em Swoon, Connecticut. E Candice, nova-iorquina, já aceitou esse triste fato. Mas as coisas começam a mudar quando Penélope, sua linda prima, cai de uma árvore e é possuída pelo espírito do jovem Sinclair Youngblood — que foi enforcado injustamente nessa mesma árvore na era colonial. Só Candice sabe do novo -mas-antigo morador da cidade, e só ela pode lidar com ele.

— PRÓS —

  • Esse livro foi lançado em 2010 (!) e eu só fui lê-lo agora em 2014. Isso porque na época do lançamento o pessoal tava falando demais, e eu meio que não consegui me interessar a lê-lo. A sinopse não me interessou muito, pensei que fosse ser uma coisa muito adolescente com fantasmas com triângulo amoroso. Meh, passei. Mas estava de boas na livraria, vi o livro na estante, fui ler as primeiras páginas… E adorei a escrita da Nina Malkin! Em pouco tempo eu já tinha lido umas 40 páginas, no meio da livraria!
  • Aí eu começo a ler na livraria e a primeira cena é da Candice e da Penélope, debaixo da árvore onde tudo começa……… fumando maconha! E outras cenas durante o livro também são coisas bem raras em livros young adult, apesar de serem situações que MUITOS adolescentes vivem. Ok, adolescentes bebem, adolescentes dirigem escondido dos pais, e isso é retratado em livros. Mas a linguagem uilizada pela Nina Malkin foi algo que eu não vejo em muitos livros, de jeito nenhum. Eu gostei muito desse aspecto mais realista da vida adolescente da Dice e de seus amigos. Como um todo, achei a narrativa fluida e me diverti bastante com a história. Mas CUIDADO: o livro é APELATIVO. São jovens ricos e basicamente soltos na “vida”, com pais que só aparecem umas três vezes durante a história, falando por entre paredes, ou até entre andares da casa. Não tem muitos limites. Se você não se sente confortável com drogas e sexo, esse aspecto pode ser um contra pra você.
  • Falando na Dice: adorei ela! Não sei se é porque ela é de NY e está vivendo numa cidade bem menor, mas ela me pareceu extremamente descolada (e eu estou vivendo nos anos 90 pra falar palavras como ‘descolada’). E ela é BADASS! Adoro! Eu a achei decidida, daquele tipo de garota que topa tudo, e se não der certo é só voltar e fazer dar certo.
  • A história tem muito potencial e acho que a autora foi feliz em grande parte dela. As reviravoltas são boas, os personagens são bons, a parte fantástica é bem construída. Alguns pontos são meio confusos, algumas cenas que parecem ter sido colocadas meio descontroladamente, mas nada que me fizesse desgostar da leitura.

— CONTRAS —

  • Eu demorei um pouco pra ler esse livro porque tinha alguma coisa me incomodando durante a leitura e eu não sabia exatamente o que era… Passei boa parte do livro pensando no que poderia ser, mas não descobri. Só vim perceber bem depois: a atitude do Sin. Veja bem, ele é da era colonial, talvez a autora tenha feito ele desse jeito por causa dessa diferença temporal. Mas, sinceramente, isso não cola pra mim. Não é a vingança dele, é o jeito com que ele trata a Candice e a Penélope, principalmente. Ele abusa delas. Emocionalmente e fisicamente. E nada é culpa dele. Tudo é culpa das outras pessoas, aquelas contra quem ele quer vingança. E tudo pra ele é isso: vingança. Não importa por cima de quem ele passe (quanto mais pessoas melhor, na verdade).
  • Romance não é algo que realmente exista nesse livro, e o livro é vendido como tal. Mas não se deixem enganar: a única apaixonada é a Dice, mesmo com todos os motivos para não cair de amores pelo Sin.

Opinião final: 3.5/4 estrelas. Eu ainda estou com uma pulga atrás da orelha sobre alguns aspectos desse livro. Talvez se tivesse alguma “voz da razão”, que mostrasse que algumas coisas são ok, mas outras não são de jeito nenhum, eu ficasse mais confortável com esse livro. Mas foi um bom entretenimento, de qualquer forma. Mas acho que não lerei a continuação — que existe, apesar desse livro terminar fechadinho.

Livro: Swoon
Série: Swoon #1
Autora: Nina Malkin
Lançamento: 2010
Editora: Galera Record
Links: Skoob | Goodreads
Classificação: mpcmpcmpcmpc

Resenha: The Girl who Chased the Moon, Sarah Addison-Allen

Mullaby, Carolina do Norte, é uma cidadezinha mágica. Julia Winterson sabe disso, pois viveu lá por muito tempo. Mas ela não sabe se a mágica da cidade e dos seus bolos — que todos adoram e que ela adora fazer — conseguirá fazer com seus erros sejam perdoados. E Emily Benedict não sabe nada sobre Mullaby, apenas que sua mãe morou lá mas se mudou repentinamente, jurando nunca mais voltar. Então quando sua mãe morre, Emily decide descobrir esse e todos os outros segredos que a cidade guarda e que ela não conhece.

Eu comprei esse livro há um tempão, na Bienal, por indicação das meninas do Psychobooks, mas demorei muito pra lê-lo, não sei por quê. E assim que terminei de lê-lo, me perguntei exatamente isso: POR QUE EU NÃO LI ESSE LIVRO ANTES? Foi direto pra lista de favoritos!

Não queria contar muito da história nessa pequena sinopse do começo do post, porque o bom é você ir descobrindo e se encantando por tudo. Sarah Addison-Allen criou um mundo mágico cheio de angústias verdadeiras. O livro conta as histórias da Julia e da Emily, que na verdade se entrelaçam com várias outras histórias da cidade. E todas as histórias têm um sentimento de pesar. Todos perderam algo. Mas a narrativa, a cidade e o desenvolvimento da história são tão singelos que você não consegue pensar “nossa, que história triste”, só consegue pensar “WOW, que coisa mais linda!”. O mais legal é que a magia tá inserida na cidade. Não é algo totalmente mágico. Tanto as descrições de coisas normais quanto as descrições de coisas mágicas são lindas.

Interessante que a história não tem realmente um clímax — talvez o final, aquele que dá vontade de você gritar loucamente porque não tem uma continuação –, mas eu não senti falta disso. Não é apenas uma história casual que vai se desenvolvendo; é uma história cheia de sentimentos conflitantes e sentimentos que querem nascer e crescer. Sentimentos que já existem há vários e vários anos e sentimentos que aparecem à primeira vista e estão começando a existir.

Esse livro é incrivelmente apaixonante! Mal posso esperar pra ler os outros livros da autora! Eu adoro histórias singelas assim, e se você tem dúvida sobre se deve ler esse livro, eu só posso dizer: LEIA! O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!

Livro: A garota que perseguiu a lua
Autora: Sarah Addison-Allen
Lançamento: 2012
Editora: Planeta
Links: Skoob | Goodreads
Classificação: mpcmpcmpcmpcmpc