Resenha: Schroder, Amity Gaige

Erik Schroder é apenas um jovem imigrante alemão nos Estados Unidos quando, ao se inscrever em uma colônia de férias, muda seu nome para Eric Kennedy e assume uma personalidade que, para ele, descreve um cidadão americano. Anos depois, Erik conta toda a sua história em forma de uma apologia confessional para o seu comportamento, desde o começo do seu fracassado casamento até a acusação de sequestrar sua própria filha.

— PRÓS —

  • A narrativa da autora foi o que me fez terminar esse livro. A forma quase poética com que ela narra os acontecimentos na visão em primeira pessoa é muito bonita. A parte histórica, mostrando um pouco da vida de imigrantes alemães nos EUA e os subúrbios das cidades lá dos anos 80 é interessante, também. O livro é bem escrito, a história em si é interessante, mas os personagens estragam tudo.

— CONTRAS — 

  • O que matou o livro, pra mim, foram todas as decisões erradas que o Eric toma. Eu não consegui me simpatizar com ele em nenhum momento. Durante a leitura, a impressão que eu tinha era que todas as ações dele eram milimetricamente pensadas para ser como um americano faria, mas tudo muito forçado, fora de eixo. Quando a vida dele sai da fórmula que ele sempre sonhou, ele se desespera e tudo vira caos.
  • Mesmo sendo uma história contada em primeira pessoa sobre o próprio Eric, sua juventude como imigrante e sua vida com Laura e Meadow, não dá realmente pra se conectar com nenhum deles. Os sentimentos da ex-esposa e da filha não são aprofundados com a narrativa na perspectiva do Eric, e sobre os sentimentos dele, tudo parece uma loucura improvisada. Como eu disse no ponto anterior, quando a vida dele sai da fórmula que ele planejou, ele simplesmente não sabe mais como lidar com ela. Ele tentou tanto ser Eric Kennedy, que a pessoa que ele realmente é parece um desconhecido.

Opinião final: 2.5/3 estrelas. Talvez um pai ou uma mãe se identifique mais com os personagens ou a situação desse livro. Talvez uma pessoa mais interessada em biografias também goste mais dele. Não faço parte de nenhum dos casos. Mas achei a escrita da autora boa, de certa forma poética, o que me faz pensar que o problema seja comigo e com a história.

Livro: Schroder
Autora: Amity Gaige
Lançamento: 2014
Editora: Intrínseca
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Classificação: mpcmpcmpc
SELO BLOG

Resenha: Swoon, Nina Malkin

Nada acontece em Swoon, Connecticut. E Candice, nova-iorquina, já aceitou esse triste fato. Mas as coisas começam a mudar quando Penélope, sua linda prima, cai de uma árvore e é possuída pelo espírito do jovem Sinclair Youngblood — que foi enforcado injustamente nessa mesma árvore na era colonial. Só Candice sabe do novo -mas-antigo morador da cidade, e só ela pode lidar com ele.

— PRÓS —

  • Esse livro foi lançado em 2010 (!) e eu só fui lê-lo agora em 2014. Isso porque na época do lançamento o pessoal tava falando demais, e eu meio que não consegui me interessar a lê-lo. A sinopse não me interessou muito, pensei que fosse ser uma coisa muito adolescente com fantasmas com triângulo amoroso. Meh, passei. Mas estava de boas na livraria, vi o livro na estante, fui ler as primeiras páginas… E adorei a escrita da Nina Malkin! Em pouco tempo eu já tinha lido umas 40 páginas, no meio da livraria!
  • Aí eu começo a ler na livraria e a primeira cena é da Candice e da Penélope, debaixo da árvore onde tudo começa……… fumando maconha! E outras cenas durante o livro também são coisas bem raras em livros young adult, apesar de serem situações que MUITOS adolescentes vivem. Ok, adolescentes bebem, adolescentes dirigem escondido dos pais, e isso é retratado em livros. Mas a linguagem uilizada pela Nina Malkin foi algo que eu não vejo em muitos livros, de jeito nenhum. Eu gostei muito desse aspecto mais realista da vida adolescente da Dice e de seus amigos. Como um todo, achei a narrativa fluida e me diverti bastante com a história. Mas CUIDADO: o livro é APELATIVO. São jovens ricos e basicamente soltos na “vida”, com pais que só aparecem umas três vezes durante a história, falando por entre paredes, ou até entre andares da casa. Não tem muitos limites. Se você não se sente confortável com drogas e sexo, esse aspecto pode ser um contra pra você.
  • Falando na Dice: adorei ela! Não sei se é porque ela é de NY e está vivendo numa cidade bem menor, mas ela me pareceu extremamente descolada (e eu estou vivendo nos anos 90 pra falar palavras como ‘descolada’). E ela é BADASS! Adoro! Eu a achei decidida, daquele tipo de garota que topa tudo, e se não der certo é só voltar e fazer dar certo.
  • A história tem muito potencial e acho que a autora foi feliz em grande parte dela. As reviravoltas são boas, os personagens são bons, a parte fantástica é bem construída. Alguns pontos são meio confusos, algumas cenas que parecem ter sido colocadas meio descontroladamente, mas nada que me fizesse desgostar da leitura.

— CONTRAS —

  • Eu demorei um pouco pra ler esse livro porque tinha alguma coisa me incomodando durante a leitura e eu não sabia exatamente o que era… Passei boa parte do livro pensando no que poderia ser, mas não descobri. Só vim perceber bem depois: a atitude do Sin. Veja bem, ele é da era colonial, talvez a autora tenha feito ele desse jeito por causa dessa diferença temporal. Mas, sinceramente, isso não cola pra mim. Não é a vingança dele, é o jeito com que ele trata a Candice e a Penélope, principalmente. Ele abusa delas. Emocionalmente e fisicamente. E nada é culpa dele. Tudo é culpa das outras pessoas, aquelas contra quem ele quer vingança. E tudo pra ele é isso: vingança. Não importa por cima de quem ele passe (quanto mais pessoas melhor, na verdade).
  • Romance não é algo que realmente exista nesse livro, e o livro é vendido como tal. Mas não se deixem enganar: a única apaixonada é a Dice, mesmo com todos os motivos para não cair de amores pelo Sin.

Opinião final: 3.5/4 estrelas. Eu ainda estou com uma pulga atrás da orelha sobre alguns aspectos desse livro. Talvez se tivesse alguma “voz da razão”, que mostrasse que algumas coisas são ok, mas outras não são de jeito nenhum, eu ficasse mais confortável com esse livro. Mas foi um bom entretenimento, de qualquer forma. Mas acho que não lerei a continuação — que existe, apesar desse livro terminar fechadinho.

Livro: Swoon
Série: Swoon #1
Autora: Nina Malkin
Lançamento: 2010
Editora: Galera Record
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Classificação: mpcmpcmpcmpc

Resenha: The Girl who Chased the Moon, Sarah Addison-Allen

Mullaby, Carolina do Norte, é uma cidadezinha mágica. Julia Winterson sabe disso, pois viveu lá por muito tempo. Mas ela não sabe se a mágica da cidade e dos seus bolos — que todos adoram e que ela adora fazer — conseguirá fazer com seus erros sejam perdoados. E Emily Benedict não sabe nada sobre Mullaby, apenas que sua mãe morou lá mas se mudou repentinamente, jurando nunca mais voltar. Então quando sua mãe morre, Emily decide descobrir esse e todos os outros segredos que a cidade guarda e que ela não conhece.

Eu comprei esse livro há um tempão, na Bienal, por indicação das meninas do Psychobooks, mas demorei muito pra lê-lo, não sei por quê. E assim que terminei de lê-lo, me perguntei exatamente isso: POR QUE EU NÃO LI ESSE LIVRO ANTES? Foi direto pra lista de favoritos!

Não queria contar muito da história nessa pequena sinopse do começo do post, porque o bom é você ir descobrindo e se encantando por tudo. Sarah Addison-Allen criou um mundo mágico cheio de angústias verdadeiras. O livro conta as histórias da Julia e da Emily, que na verdade se entrelaçam com várias outras histórias da cidade. E todas as histórias têm um sentimento de pesar. Todos perderam algo. Mas a narrativa, a cidade e o desenvolvimento da história são tão singelos que você não consegue pensar “nossa, que história triste”, só consegue pensar “WOW, que coisa mais linda!”. O mais legal é que a magia tá inserida na cidade. Não é algo totalmente mágico. Tanto as descrições de coisas normais quanto as descrições de coisas mágicas são lindas.

Interessante que a história não tem realmente um clímax — talvez o final, aquele que dá vontade de você gritar loucamente porque não tem uma continuação –, mas eu não senti falta disso. Não é apenas uma história casual que vai se desenvolvendo; é uma história cheia de sentimentos conflitantes e sentimentos que querem nascer e crescer. Sentimentos que já existem há vários e vários anos e sentimentos que aparecem à primeira vista e estão começando a existir.

Esse livro é incrivelmente apaixonante! Mal posso esperar pra ler os outros livros da autora! Eu adoro histórias singelas assim, e se você tem dúvida sobre se deve ler esse livro, eu só posso dizer: LEIA! O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL!

Livro: A garota que perseguiu a lua
Autora: Sarah Addison-Allen
Lançamento: 2012
Editora: Planeta
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Classificação: mpcmpcmpcmpcmpc

Resenha: Literacy and Longing in LA, Jennifer Kaufman

Dora é do tipo de pessoa que se esconde em casa com um livro quando sua vida não vai muito bem. E ela não sair de casa por dias para ficar lendo afundada em suas próprias angústias tem acontecido com frequência. Com ajuda de alguns amigos e várias idas à livraria, ela vai melhorando.

— PRÓS —

  • Dora é uma bookaholic. Apesar de esse ser o único ponto positivo da personagem, é um baita ponto positivo. É incrível acompanhar um pouco das leituras dela por meio dos quotes e por meio de suas opiniões durante a leitura.
  • As partes realmente boas do livro são aquelas em que a personagem está falando sobre algum livro lido ou pensando em que livro comprar ou qual será o próximo livro lido. E pronto.

— CONTRAS —

  • Dora é uma esnobe literária. Alguns livros que ela lê eu conheço e gosto, outros vários eu não conheço mas fiquei querendo conhecer, mas pra elas nada existe além dos clássicos. Ela é daquele tipo de pessoa que olha feio pra bestsellers. E durante a história teve alguns momentos em que isso foi extremamente chato e pedante.
  • Dora julga as pessoas basicamente na mesma frequência em que ela julga os livros: bastante. Ela tinha um estilo de vida quando era casada, e todos abaixo desse estilo parecem ter algo de errado pra ela. Mas o pior é que ela não se julga da mesma maneira.
  • O que me leva a esse ponto: como uma mulher que já passou por dois casamentos e lê tanto pode ser tão imatura? Experiências de vida deveriam contar pra aumentar a maturidade, certo? Isso não acontece com Dora. Ela é tão autocentrada nem parece que ela leu tantos livros — os personagens não ensinaram nada pra ela? Com certeza ela me ensinou algo. Ela é incrivelmente não-relatável, apesar de ser descrita como uma book lover.
  • Ela joga os livros contra a parede quando não gosta deles.
  • Eu senti uma certa falta de coerência. Quando você junta todos os aspectos da vida da Dora que são apresentados, você realmente não consegue ver qual é o ponto central do livro. É uma jornada que não vai a lugar nenhum.

Opinião final: 2/2.5 estrelas. O que é bom realmente são as opiniões literárias — mesmo que elas não adicionem algo para a história. É um lado mais dramático do chick-lit — não sei nem se eu concordo realmente com essa classificação –, então se você gosta de drama, talvez você goste desse livro. Só não o leia esperando dar boas risadas (como eu normalmente espero de chick-lits).

Livro: Ler, Viver e Amar
Autora: Jennifer Kaufman
Lançamento: 2011
Editora: Casa da Palavra
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Classificação: mpcmpc

Resenha: Fallen too Far, Abbi Glines

Blaire é uma garota de 19 anos que passou os últimos anos cuidando da sua mãe. Como última opção de ajuda, ela decide procurar a ajuda do pai, que abandonou a família para se casar com outra pessoa. Ao chegar na casa dele, Blaire descobre que ele está viajando, e quem a recebe, com bastante desprezo, é Rush Finlay, o meio-irmão dela. Os dois sentem uma atração irresistível um pelo outro, mas um segredo é capaz de colocar toda a situação abaixo.

— PRÓS —

  • Esse é daquele tipo de livro que você começa a ler despretensiosamente, e de repente você já está terminando a leitura. A narrativa é fluida, apesar dos vários furos dos personagens.
  • Eu me diverti lendo, apesar de todos os problemas com a história. Nas partes em que a Abbi Glines não forçou o drama ou o relacionamento cheio de segredos da Blaire com o Rush, a história ganhou passagens divertidas com os amigos dela.

— CONTRAS —

  • As personalidades dos personagens é algo que começa lá em cima e só vai descendo. A Blaire começa o livro com o pensamento que precisa cuidar de si mesma, não pode depender de ninguém, e ainda é toda badass apontando uma arma na cara de um desconhecido. No meio do livro ela já é uma personagem totalmente dependente, que esqueceu todo o seu girl power embaixo da cama. Ela tenta ter pose de madura, mas se revela uma garotinha que só quer que alguém cuide dela. E o Rush começa o livro na pose de bad boy que só pensa em sexo e não quer nada além disso, e no meio do livro já está de quatro pela Blaire, com fortes doses de drama no conjunto.
  • O drama foi demais pra mim. Muita coisa que se desenvolve a partir do comportamento imaturo dos dois personagens, e pra mim não funcionou. Tudo (não) funciona a partir do fato de que Rush tem um segredo, não pode se envolver com a Blaire por causa desse segredo e ELE NEM SEQUER TENTA ficar longe dela.
  • E a desculpa da “forte atração” entre eles realmente não colou pra mim. O que realmente aconteceu pra que eles se relacionassem de forma tão intensa? Como se desenvolveu o romance? Não foi suficiente pra mim, de jeito nenhum. Muito sexo e pouco sentimento de verdade.

Opinião final: 2.5/3 estrelas. Pra mim, esse livro é o típico livro New Adult: uma garota ingênua, que precisa amadurecer da forma mais difícil, e que se encanta pelo bad boy com algum tipo de segredo do passado. Tudo isso envolto de muito drama. Mas, nesse caso, foi um NA mal desenvolvido. Não me ganhou e não foi o que eu esperava. Não pretendo ler o resto da série. E mesmo tendo vontade de ler outros livros da autora, não sei se realmente vou ler, porque pelo que vi pelas sinopses, todos seguem essa mesma linha.

Livro: Paixão sem Limites
Série: Sem Limites #1 | Rosemary Beach #1
Autora: Abbi Glines
Lançamento: 2013
Editora: Arqueiro
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